O balanço financeiro divulgado pelo São Paulo nesta quinta-feira mostra mais detalhes além da diminuição de receitas e do aumento da dívida de 2018 para 2019.
Nele, constam também acordos com 18 ex-jogadores do clube, que ingressaram com ações na Justiça entre 2006 e 2015. Com eles, o São Paulo gastará um total de R$ 37,4 milhões.
A lista é dominada por atletas que passaram pelo Morumbi durante o tricampeonato brasileiro, entre 2006 e 2008. São os casos dos laterais Joilson e Jadilson, do zagueiro Alex Silva, dos volantes Fredson e Zé Luis, dos meias Hugo e Lenilson e dos atacantes Alex Dias, Borges e Eder Luis.
Destes, o único que participou das três campanhas vencedores foi Alex Silva, ainda que não tenha ficado até o fim de 2008. Zé Luis, Hugo e Borges foram bicampeões, em 2007 e 2008, enquanto os demais jogaram em um título só.
Estão na relação também o lateral-direito Gabriel (2002-04) e o volante Maldonado (2000-03), que atuaram pelo clube no início do século, o zagueiro Edcarlos (2003-07) e o atacante Diego Tardelli (2003-05 e 2007), com participação em várias conquistas no período, como o Campeonato Paulista, a Copa Libertadores e o Mundial de Clubes da Fifa.
Além dos já citados, o clube também firmou acordo com o zagueiro Renato Silva, o lateral-esquerdo Junior Cesar, o volante Arouca e o atacante Washington, que atuaram no Morumbi entre 2009 e 2011.
Conforme explicação do balanço são-paulino, 13 dos 18 acordos foram firmados com ao menos 30 parcelas mensais, o que dilui a dívida em outros anos.
Além dos ex-jogadores, o São Paulo acertou um plano para quitar duas dívidas antigas.
A primeira referente à contratação do meia Ricardinho, por quem pagou R$ 5 milhões ao Corinthians, em 2002. O clube foi condenado a indenizar quem ajudou na compra dos direitos econômicos na época. Com valores atualizados, a dívida é de R$ 25,7 milhões.
O segundo acordo é com a Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET). Por custos operacionais referentes a serviços prestados durante fevereiro de 2006 e dezembro de 2018, o clube se compromete a pagar R$ 25,7 milhões em 180 parcelas mensais.
Todos esses valores ajudam a criar o déficit de R$ 156 milhões explicado no balanço financeiro do ano passado, elaborado pelo clube e auditado por uma empresa terceirizada.
