Uma das principais camisas do futebol mundial, a vestimenta do Liverpool tem dentro de sua história um "sinônimo de tremendo sucesso" com o número 7, que foi vestida por grandes nomes.
O jornal "Liverpool Echo" lembrou de alguns dos nomes do futebol que usaram o número nas suas costas e levaram os Reds à glória dentro de campo. Nomes como Luis Suárez, Kenny Dalglish e o atual dono do número, James Milner.
1º: Kenny Dalglish
"Não apenas o melhor jogador a vestir a camisa, mas o melhor jogador a representar o Liverpool em qualquer posição": é assim que o jornal define o primeiro colocado da lista, conhecido como "The King".
Dalglish chegou ao clube inglês em 1977, se transferindo do Celtic, da Escócia, e daí para frente só história.
Chegou para tentar substituir o espaço deixado por Kevin Keegan, mas foi muito além. Com quase uma década no "melhor Liverpool de todos os tempos", Dalglish marcou 169 gols em 502 partidas, venceu oito vezes a liga inglesa e três taças europeias, além de ter se tornado técnico do time duas vezes após sua aposentadoria.
2º: Ian Callaghan
O jogador com mais aparições pelo Liverpool, Callaghan também conquistou 19 títulos vestindo a camisa do clube nas 18 temporadas que jogou lá.
856 jogos pelo lado direito do time de 1959 até 1978, conquistando um recorde que dificilmente será quebrado em termos de longevidade. Por isso, "deve ser reconhecido como um dos maiores de todos os tempos" no clube.
3º: Kevin Keegan
A estrela do time por seis temporadas, foi fundamental na conquista de três títulos da liga, uma Copa da Europa, duas Copas da Uefa e uma FA Cup, "não deve ser esquecido por conta de sua significante saída para a chegada de Dalglish".
Chegou para disputar vaga no meio de campo, mas o técnico Bill Shankly acertou ao colocá-lo pelo lado direito no ataque, em que alcançou a marca de 100 gols pelo clube em pouco tempo.
4º: Luis Suárez
O mais controverso da lista e, talvez, o jogador histórico do Liverpool que mais entra em discussões se merece ou não ser reconhecido pelo que fez em Anfield, Luis Suárez saiu de forma conturbada, mas deixou sua marca na Premier League.
Apesar de se transferir para o Barcelona e se tornar ídolo catalão, o jornal lembra que os 18 meses anteriores a sua saída "foram os melhores em termos de atuação individual da história do Liverpool".
O uruguaio marcou 61 gols em suas duas últimas temporadas no clube e quase conseguiu levar o time ao título de 2014. "Sua passagem foi muito curta para levá-lo aos primeiros lugares da lista, mas foram o suficiente para tirar o ar dos torcedores e devolver o sonho aos fãs de voltarem a conquistar o título".
5º: Steve McManaman
A estrela do clube nos anos 1990, McManaman não teve "todo os sucesso que merecia" ter alcançado e conquistou apenas uma taça da liga inglesa em 1995 em suas 264 partidas, porém alcançou "tudo o que merecia" no Real Madrid - com dois títulos da LaLiga e duas taças da Champions League.
"Se estivesse em uma outra era, sem dúvida conquistaria mais troféus e não seria esquecido em níveis internacionais (pela seleção inglesa) como foi por causa de David Beckham", afirmam.
6º: Peter Beardsley
Ian Rush, John Aldridge e John Barnes receberam os méritos pelos títulos dos Reds nos anos 1980, mas "Beardsley era o criador do time e ajudou muito na conquista dos títulos da liga e da FA Cup".
O meia marcou 61 gols nas quatro temporadas que ficou no time antes de sair para os vizinhos no Everton e mais tarde para o Newcastle. A venda para os rivais foi "o maior erro" da diretoria na época, de acordo com o jornal.
7º: James Milner
O atual camisa 7 do Liverpool, Milner chegou de graça do Manchester City aos 29 anos de idade sob muita desconfiança, mas se provou uma "figura instrumental" para o clube com mais de 200 partidas em cinco temporadas.
Sob o comando de Klopp se tornou fundamental para o clube e polivalente dentro de campo. "Não é um 7 comum, já foi usado até mesmo como lateral-esquerdo".
Conquistou a Champions League e está no clube que será coroado, muito provavelmente, com o título da Premier League que quebrará o jejum. O jornal classifica que sua saída do City pode ser caracterizada como "o maior arrependimento da década"... por parte do clube de Manchester.
