Há pouca discussão quando se indaga qual o melhor técnico argentino da história recente. A resposta, salvo raras exceções, aponta quase sempre para Carlos Bianchi, que fez história no Vélez Sarsfield e no Boca Juniors.
Uma reportagem do Olé, da Argentina, além de chamá-lo assim, ainda tenta respponder uma dúvida que muitos fãs de esporte têm: por que ele nunca dirigiu a seleção da Argentina?
A reportagem conta três episódios envolvendo o treinador. Mas, o resumo final é: não assumiu porque não quis.
O primeiro convite veio em 1998, poucos meses antes da Copa da França, na qual Daniel Passarela foi o técnico da albiceleste. O ex-zagueiro já havia avisado ao presidente da AFA Julio Grondona que não seguiria na equipe, mesmo se campeão mundial.
O convite foi feito em um voo que ia para a Suíça, destino final de Julio Grondona e esposa, com escala em Paris, para onde Bianchi e esposa viajavam. Biancho ainda tinha ocntrato com a Roma.
Acabado o Mundial, veio o conovite formal. Mas Bianchi teria de se reportar para José Pekerman, também técnico, que ia ser diretor de Grondona para seleções. Bianchi não aceitou ter um intermediário.
Veio então um segundo convite, em 2004. Mas naquela época, Grondona já havia se tornado desafeto de Bianchi, que nem mesmo atendeu o telefone quando o dirigente lhe telefonou.
Em 2008, veio o terceiro convite. E aí, veio a dura verdade para Grondona: ele era o problema de Bianchi. Em entevista após a Copa de 2010, o dirigente retrucou, dizendo que enquanto ele fosse diriogente da AFA, Bianchi não treinaria a seleção.
Grondona morreu em 2017, mas o trem da seleção passou para Bianchi. Infelizmente para os argentinos.
