<
>

Libertadores 60 anos: de clássico brasileiro a argentino, veja as dez grandes finais da história

Ao longos de seus 60 anos de existência, 25 equipes diferentes se consagraram campeãs da Copa Libertadores em partidas memoráveis. Atlético-MG, Cruzeiro, Internacional, Palmeiras, São Paulo, Boca Juniors e River Plate são alguns dos participantes das 10 melhores finais de Copa Libertadores da história.

River x Boca (2018)

O histórico encontro entre as duas equipes mais importantes da Argentina foi jogado sob diversos conflitos. Em primeira instância, a Conmebol divulgou que as duas partidas se jogariam aos sábado, algo incomum para o formato da Copa. O primeiro jogo, que seria na Bombonera, não pode ser realizado na data estipulada (10 de novembro) devido as chuvas que destruíram o gramado, o que fez com que a partida se jogasse no dia seguinte, com resultado de 2 a 2.

A partida de volta se demonstrou muito mais problemática que a primeira. O Boca estava a caminho do Monumental para determinar que equipe adicionaria mais um troféu para sua galeria, mas o ônibus que levava a equipe foi atacado com pedras nos arredores do estádio e os jogadores não estavam em condição de entrar em campo. Depois de uma longa espera e diversas idas e vindas da Conmebol, foi decidido que a partida não se realizaria no dia e uma nova data seria marcada.

Finalmente, a decisão foi a menos esperada: Boca e River decidiriam o campeão em Madri, no estádio Santiago Bernabéu, no dia 9 de dezembro. Neste dia tão estranho, os comandados de Marcelo Gallardo venceram por 3 a 1 na prorrogação e, assim, conquistaram a segunda Copa em quatro edições (a anterior havia sido em 2015).

Peñarol x River (1966)

No momento que se deu essa final entre Peñarol e River, o formato da Copa era diferente. Não se definia o campeão pelo saldo de gols, mas sim pelos resultados obtidos nas duas partidas: para se consagrar, uma equipe devia, no mínimo, ganhar uma partida e empatar a outra. Em caso de uma vitória para cada lado, uma terceira partida em campo neutro decidia o desempate.

Foi que aconteceu em 1966. O Peñarol se impôs e fez 2 a 0 no Uruguai. Na Argentina, River 3 a 2. O desempate foi disputado no Estádio Nacional de Santiago, no Chile, uma partida que o River abriu 2 a 0 e terminou 4 a 2 para os uruguaios, que conseguiram forçar a prorrogação empatando em 2 a 2 no tempo normal. Desta maneira, o Peñarol completava o feito e levantava sua terceira Libertadores.

Fluminense x LDU (2008)

Uma menção honrosa para uma quase virada impressionante. Em uma das finais mais emocionantes dos últimos anos, a Liga de Quito, então dirigida por Edgardo Bauza, fez 4 a 2 no Equador e foi com uma boa vantagem ao Brasil. O "Patón" ficou ainda mais tranquilo quando viu seu time fazer 1 a 0 na partida de volta, disputada no mítico Maracanã, graças ao gol de Luis Bolaños, que deixava o agregado 5 a 2 em seu favor.

Das mãos de Thiago Neves, que anotou um hat-trick, os cariocas conseguiram uma reação impressionante e empataram o agregado em 5 a 5, levando para os pênaltis, aond os Albos deram o golpe final, venceram por 3 a 1 e se transformaram na primeira equipe equatoriana a vencer a Copa Libertadores.

Olimpia x Atlético Mineiro (2013)

Após o 2 a 0 a favor dos paraguaios na partida de ida, tudo se definiria no Brasil, aonde o Atlético-MG estava invicto naquela edição da Copa Libertadores. Se o jogo foi ao intervalo sem gols, as emoções chegaram na segunda etapa: primeiro Jô, logo na volta, deu esperanças para o Galo reverter o resultado até que, finalmente, Leonardo Silva, com um gol histórico aos 41 minutos, igualou a série em 2 a 2, que foi o resultado final dos 90 minutos.

Na prorrogação, nenhum gol e tudo se definiu na disputa de pênaltis em que o Atlético saiu como vencedor por 4 a 3. Ronaldinho, camisa 10 do Galo na época, se uniu ao seleto grupo de jogadores que ganharam uma Copa do Mundo, uma Libertadores e uma Champions League.

Estudiantes x Palmeiras (1968)

O León se consagrou campeão pela primeira da competição na edição de 1968, a que também foi sua primeira participação, enfrentando o Palmeiras na final. A série aconteceu em três partidas: na ida, vitória do Estudiantes por 2 a 1 na Argentina; na volta, vitória alviverde por 3 a 1, o que forçou a terceira partida. No desempate, disputado no Centenário de Montevidéu, no Uruguai, a equipe comandada por Osvaldo Zubeldía venceu por 2 a 0, gols de Felipe Ribaudo e Juan Ramón Verón, pai de "La Bruja". Desta maneira, começava a campanha do tricampeonato da equipe de La Plata, que ainda venceria em 1969 e 1970.

Independiente x São Paulo (1974)

O Rojo de Avellaneda conquistou sua quinta Copa Libertadores em 19 de outubro de 1974, quando derrotou o São Paulo na partida desempate disputada no Chile. O Independiente havia perdido a primeira partida por 2 a 1 no Brasil, mas venceu por 2 a 0 na Argentina e forçou o terceiro encontro.

Ricardo Pavoni foi o herói e marcou o único gol que coroou o Independiente pela terceira vez consecutiva, a quinta na história, e que isolava ainda mais a equipe argentina como a mais vitoriosa, a frente de Peñarol e Estudiantes (com três cada). No ano seguinte, o Independiente voltou a vencer a Copa, dessa vez diante da Unión Española do Chile e chegou às seis conquistas. Atualmente, o Rojo ainda é o maior vencedor de todos, mas com sete títulos.

Boca x Palmeiras (2000)

Carlos Bianchi e Felipão batalharam para determinar o campeão da Copa no ano de 2000. A ida foi disputada na Bombonera, terminou empatada em 2 a 2 e tudo seria definido no Morumbi. O Palmeiras era favorito porque vinha de ser o campeão da edição de 1999 e ainda não havia perdido na edição de 2000 jogando como mandante, mas os argentinos conquistaram o título na disputa de pênaltis após 0 a 0 durante a partida.

Desta maneira, o Boca Juniors voltava a levantar o troféu depois de 22 anos e também o faria em 2001, sendo o último bicampeão do campeonato. Depois do título obtido no Brasil, o Boca de Bianchi ainda conquistaria a Copa Intercontinental de 2000 ao vencer o Real Madrid.

Internacional x São Paulo (2006)

O choque entre brasileiros foi emocionante nas duas partidas. O primeiro encontro foi vencido pelo River por 2 a 1, graças a dois gols de Rafael Sóbis, o que dava uma ótima vantagem para o Inter, que decidiria no Beira-Rio. O São Paulo, por sua vez, vinha de ser campeão da Copa em 2005 e buscava o bicampeonato.

A volta teve de tudo: o Internacional, que era dirigido por Abel Braga, fez 1 a 0 e os visitantes igualaram. Tinga, meio campista do Colorado, fez 2 a 1, mas foi expulso por Horacio Elizondo ao receber o segundo amarelo na comemoração. Com o Inter com um a menos, o São Paulo foi buscar os dois gools que precisava para igualar a série e levar para a prorrogação, mas ficou no quase.

Lenílson, aos 40 do segundo, deixou o suspense no ar ao empatar a partida, mas o São Paulo não conseguiu a vitória e o título ficou com o Internacional, o primeiro da história colorada.

Estudiantes x Cruzeiro (2009)

O Pincha voltou a gritar campeão na Copa Libertadores depois de 39 anos ao derrotar o Cruzeiro na final de 2009. O 0 a 0 em La Plata fazia com que os brasileiros chegassem como favoritos à decisão, mas os comandados de Sabella fizeram uma grande partida no Mineirão e, apesar de começarem perdendo por 1 a 0, conseguiram a virada para 2 a 1 com gols de Gastón Fernández e Mauro Boselli.

Essa foi a quarta Copa conquistada pelo Estudiantes, que depois foi ao Mundial de Clubes e perdeu pelo placar mínimo, na prorrogação, para o Barcelona de Messi e Guardiola.

Internacional x Chivas (2010)

Essa final contou com dois bons jogos entre Inter e Chivas, que buscava ser o primeiro mexicano campeão do torneio. Os Colorados haviam eliminado o Estudiantes, então campeão, nas quartas e o São Paulo na semi e, das mãos de D'Alessandro e Guiñazú, queriam sua segunda Copa.

O primeiro jogo, disputado no México, teve vitória por 2 a 1 dos brasileiros, de virada, com gols de Giuliano e Bolivar aos 28 e 32 do segundo tempo, respectivamente. A volta, no Beira-Rio, também teve muitos gols: 3 a 2 para o Internacional, que saiu perdendo por 1 a 0 outra vez e conseguiu mais uma virada para conquistar sua segunda taça.