Em uma live realizada no Instagram, nesta segunda-feira, o técnico Fábio Carille, atualmente no Al-Ittihad, da Arábia Saudita, lembrou bastidores da conquista do Campeonato Brasileiro de 2017 com o Corinthians.
Aquele título ficou marcado por um 1º turno praticamente perfeito, com vitória atrás de vitória, e uma 2ª metade de torneio com muitos altos e baixos, que quase comprometeram tudo.
Três anos depois de levantar a taça, Carille revelou o motivo do "relaxamento": o assédio de times europeus em cima de seus jogadores.
"Quando acabou o 1º turno, muitos jogadores estavam sendo assediados. Tinha conversa de Jô no Napoli, a família do Arana já tinha até viajado para ver casa na Espanha, conversa de Pablo fica ou não fica, Balbuena renova ou não renova, Maycon vai ou não vai para a Ucrânia... E a gente perdeu um pouco o foco", admitiu.
"Isso é natural, é coisa do ser humano. Você começa a pensar como vai ser na Espanha, quando vai ganhar, é normal... Os trabalhos seguiram intensos, de qualidade, mas a gente perdeu um pouco a concentração nos jogos", acrescentou.
"Imagine só: o Jô, quando foi contratado, teve que ouvir que estava acabado, gordo. De repente, aparece a possibilidade de jogar no Napoli! Então, perdemos um pouquinho o foco. Mas, na hora que aperto, o grupo deu a resposta: ganhamos de Athletico-PR, Palmeiras, Avaí e Fluminense e fomos campeões", exaltou.
E, por falar em Jô, Carille morreu de rir ao lembrar o momento em que soube que o Timão havia contratado o centroavante.
O centroavante vinha de uma passagem tenebrosa pelo Internacional, marcada por poucos gols e muitos problemas extracampo. Por isso, o treinador inicialmente achou que o Corinthians estava entrando em uma "roubada".
"Quando eu assumi o cargo de técnico do Corinthians, em 22 de dezembro de 2016, acabaram minhas férias, e comecei a correr atrás de tudo, e me desesperei. Quando fui para Porto Alegre (ver Jô), fiquei mais desesperado ainda (risos). Eu falo isso com ele e dou risada até hoje", brincou.
"Quando voltei para São Paulo, pensei: 'O que eu vou fazer com Jô, meu Deus do céu?'. Eu tinha informações horríveis sobre ele (no Internacional). Mas, quando fizemos a pré-temporada, já vi que ele era totalmente diferente do que eu tinha ouvido", salientou.
No fim das contas, Jô foi artilheiro do Brasileirão (18 gols, ao lado de Henrique Dourado) e acabou sendo decisivo para a conquista de mais um troféu pelo Timão.
