Em uma live no seu Instagram, o ex-jogador Pedrinho, que teve as passagens mais destacadas de sua carreira pelo Vasco (bicampeão Brasileiro e vencedor da Libertadores) e Palmeiras, revelou que sofreu de depressão nos tempos de atleta.
Hoje comentarista do grupo Globo, o ex-jogador de 42 anos detalhou a sua depressão e revelou que ela se relacionava até com as inúmeras lesões que sofreu na carreira.
"Eu jogava no Palmeiras, tinha um dos maiores salários do Palmeiras, recebia em dia. Tinha quatro anos de contrato, morava em hotel, em cobertura. Eu era chamado de rei e estava completamente no fundo do poço. A conclusão que a gente chega é que dinheiro, fama e sucesso estão bem longe de ser sinônimos de felicidades. Muito longe", comentou.
Pedrinho revelou que por ter a fama de se lesionar muito, ele até escondia algumas contusões menores.
"O dedão do meu pé tinha um problema de sangue pisado. Eu já tinha o apelido de Podre, Podrinho. Se tivesse que ficar mais três semanas parado para cuidar de sangue pisado, aí mesmo que a imprensa ia acabar comigo. Peguei um dos médicos do Palmeiras que era meu amigo e falei: "Cara, você precisa me ajudar". Ele resolveu me ajudar, mas não vou revelar o nome dele", lembrou.
"Ele pegava meu dedão do pé, anestesiava o meu dedo para eu jogar. Quando acabava o primeiro tempo, meu dedo já estava latejando, e ele infiltrava de novo. Foi assim a minha carreira inteira. Machucava. Sabe por quê? Porque eu não tinha mais o direito de ter uma dor muscular a mais que fosse. De muitas lesões que tive foi porque tive de esconder as lesões pequenas por um dia de treinamento poupado, um jogo poupado. Eu jogava em cima de dor, tinha lesão grave e ficava dois meses parado. Para algumas pessoas, somos super-heróis. Eu pensava que o cara ganha dinheiro, joga, tá tristinho? Tá com "depressãozinha"?", completou.
O ex-jogador ainda relembrou que sua depressão foi grave.
"Minha depressão foi gravíssima. A minha foi em estágio muito alto. Estou economizando, porque ainda tenho vergonha de contar alguns detalhes. Estou tentando ser o mais sincero. Ainda me sinto constrangido", contou.
"Se perguntarem: "O que você prefere ter cinco lesões no joelho ou a depressão?". Prefiro ter as lesões, porque a depressão quase tirou a minha vida. Há pessoas que sofreram comigo, sofreram por mim, e eu muitas vezes fiz essas pessoas sofrerem mais do que eu por também não entenderem o que é a depressão", completou.
