Seleção: relembre 10 artilheiros de muito sucesso por clubes, mas que pouco jogaram pelo Brasil

O futebol brasileiro sempre produziu artilheiros. Desde craques do quilate de Careca, Romário e Ronaldo até outros que fizeram mais sucesso em clubes do que na seleção brasileira. Este é o tema da reportagem abaixo.

O ESPN.com.br listou dez goleadores de indiscutível sucesso por clubes brasileiros e até do exterior, mas que nunca engataram uma grande sequência na seleção brasileira e, por isso, têm pouca história com a camisa amarela.

Túlio

Campeão e três vezes artilheiro do Campeonato Brasileiro, Túlio fez sucesso e teve boas passagens por muitos clubes (Goiás, Botafogo, Corinthians e outros tantos), mas nunca marcou época na seleção. Da estreia em 1990 até o fim de 1995, anotou 13 gols em 15 jogos, média impressionante, mas que não convenceu Zagallo a apostar nele como camisa 9 antes da explosão de Ronaldo.

Elber

O maior brasileiro da história do Bayern de Munique também atuou pouco pela seleção: 15 partidas ao todo, entre a estreia, na Copa Ouro de 1998, e o adeus, nas eliminatórias da Copa do Mundo, em 2001. Convocado por Zagallo, Vanderlei Luxemburgo e Luiz Felipe Scolari, fez sete gols, cinco deles em amistosos, e não teve sequência para mostrar o faro de gol que o notabilizou na Alemanha.

Viola

Sim, ele esteve no grupo tetracampeão mundial em 1994 e papel de destaque na final contra a Itália, ao entrar no decorrer da partida, mas sua história pela seleção praticamente se resume a isso. Foram apenas dois gols em dez jogos, muito pouco para alguém que deixou marcas com as camisas de Corinthians, Palmeiras, Santos e Vasco.

Evair

O ídolo palmeirense, responsável direto pela quebra do tabu de 1993, pouco fez quando foi chamado pela seleção. Participou de um amistoso em 1989, voltou depois de três anos e atuou em parte da campanha nas eliminatórias antes do tetra. Fez dois gols em dez jogos, marca insuficiente para convencer Carlos Alberto Parreira a levá-lo para a Copa dos Estados Unidos. Nunca mais voltou.

Jardel

Artilheiro do Grêmio na conquista da Copa Libertadores de 1995 e ídolo do Porto, onde fez história na Europa, Jardel também tem só dez jogos pela seleção - e apenas um gol. Estreou em 1996, convocado por Zagallo, e esteve em algumas listas de Luxemburgo e Felipão, seu técnico nos tempos de Porto Alegre. Apesar dos gols em Portugal, não convenceu nenhum deles de que merecia mais chances.

Washington

O ex-atacante de Fluminense e São Paulo teve o mérito de ser convocado enquanto defendia a Ponte Preta e brigou até o fim por uma vaga no elenco campeão mundial em 2002. Mas, após a Copa, nunca mais foi lembrado. Foram três gols em dez partidas, pouco para quem é até hoje o maior artilheiro de uma edição de Brasileiro de pontos corridos (34 gols, pelo Athletico-PR, em 2004).

França

Quinto maior artilheiro da história do São Paulo, ele foi chamado pela primeira vez por Luxemburgo e anotou um gol na despedida do "velho" Wembley, em amistoso entre Brasil e Inglaterra. Foi o seu único em oito jogos com a camisa amarela, que defendeu entre 2000 e 2002. Lutou com Luizão e Washington por uma vaga na seleção pentacampeã, foi preterido e depois nunca mais chamado.

Guilherme

A torcida do Atlético-MG lembra bem do artilheiro, autor de 28 gols no Brasileiro de 1999. Também jogou por São Paulo, Grêmio, Vasco e Cruzeiro. Na seleção, foi lembrado por Luxemburgo e Felipão, atuou seis vezes e anotou um gol apenas, na trágica campanha da Copa América de 2001. Ficou pelo caminho, assim como todos os companheiros da lista.

Dodô

A participação do "Artilheiro dos Gols Bonitos" pela seleção se resume a quatro jogos e dois gols, todos em 1997, naquela que foi a maior temporada da carreira. Dodô era um candidato à equipe de Zagallo até a efetivação de Ronaldo e Romário. Depois, preterido por eles e mais Bebeto e Edmundo, deixou de ser convocado mesmo em boas fases por São Paulo, Santos, Botafogo e Fluminense.

Borges

É, de longe, quem tem a menos história na seleção. Foi convocado somente uma vez, para o Superclássico das Américas de 2011. Não fez gol e deixou de ser lembrado por Mano Menezes e outros que o sucederam. Nos clubes, teve uma carreira de respeito: quatro vezes campeão brasileiro, por São Paulo e Cruzeiro, além de campeão estadual por São Caetano, Grêmio, Santos e América-MG.