O jornal As revelou nesta sexta-feira que, há um ano, o Real Madrid teve a chance de garantir a contratação do jovem zagueiro Matthijs de Ligt, destaque do Ajax.
No entanto, os merengues "esnobaram" essa possibilidade e preferiram fechar com o brasileiro Éder Militão, então destaque do Porto, por 55 milhões de euros (R$ 307,22 milhões, na cotação atual).
Quem não deixou passar, por sua vez, foi a Juventus, que na sequência comprou De Ligt por 94 milhões de euros (R$ 525 milhões, na cotação atual) da equipe holandesa.
Mas por que o Real não quis saber do holandês, que inclusive tinha jogado muito bem contra os próprios blancos na chocante eliminação madrilenha em pleno Santiago Bernabéu, pela Champions League 2018/19?
Segundo o As, a opção por Militão foi por três fatores: disponibilidade, preço e perfil.
O diário conta que a diretoria merengue aproveitou sua ótima relação com o Porto, e o fato de Militão ser menos famoso que De Ligt à época, para fechar a contratação de maneira mais rápida e por um preço menor.
Por conta disso, o Real acertou com o brasileiro em 1º de julho de 2019, por 55 milhões de euros, enquanto a Juve só conseguiu chegar a um acordo com o Ajax e o empresário de De Ligt, o intragável Mino Raiola, quase 20 dias depois, e por um valor muito maior.
Além disso, a alta cúpula merengue ainda enxergava mais potencial em Militão.
O ex-são-paulino era visto como um atleta cujas características "casavam melhor" com o Madrid, principalmente por sua versatilidade (ele atua tanto na zaga quanto na lateral-direita).
Ademais, os scouts do Real viam Éder com mais velocidade e melhor saída de bola que De Ligt, o que lhe permitiria jogar mais adiantado e ajudar na construção das jogadas a partir da defesa.
Fato é que, milhões de euros à parte, Militão e De Ligt não convenceram até agora em seus clubes.
O brasileiro registra apenas 13 partidas desde que chegou ao Bernabéu, e esteve em campo por apenas 992 minutos (ele é o 17º jogador do plantel em termos de minutagem).
De Ligt, por sua vez, até jogou bastante (27 jogos e dois gols marcados), até por conta da grave lesão de Giorgio Chiellini no início da temporada da Juventus.
No entanto, o holandês não agradou e cometeu uma série de trapalhadas, sendo bastante criticado pela imprensa italiana.
