Ronaldinho Gaúcho e Roberto Assis conseguiram trocar a prisão preventiva - na Agrupación Especializada - para a domiciliar em um dos hotéis mais badalados da capital do Paraguai.
O Palmaroga foi inaugurado há um ano e ocupa um casarão dos primeiros anos do século XX no centro histórico de Assunção.
O local possui habitações simples de 90 dólares (R$ 460 na cotação atual) a diária. No entanto, os irmãos Assis estão nos quartos 104 e 106, os mais caros do hotel: 380 dólares (R$ 1.900) por noite.
O hotel tem ginásio, piscina no terraço e um espaço no térreo para eventos – casamentos, convenções e “brunchs” são comuns.
O restaurante fica localizado logo na entrada do Palmaroga, e é possível ver do lado de fora a movimentação nas mesas através dos vidros. Ou seja, se Ronaldinho aparecer por lá, as pessoas na calçada da Rua Palma podem vê-lo.
Atualmente, os irmãos são os únicos hóspedes do local por causa da pandemia do coronavírus, que restringe a circulação de pessoas no Paraguai.
Ronaldinho e Assis estão proibidos de sair do hotel, mas podem receber visitas. Eles deram uma garantia em dinheiro de 1,6 milhão de dólares (mais de R$ 8 milhões), depositados em uma conta do Banco Nacional de Fomento (BNF), de que não tentarão deixar o Paraguai antes do fim das investigações.
Eles foram presos em 6 de março por entrar no país com documentos falsos.
