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Ferdinand conta como Roy Keane boicotou Verón no Manchester United: 'Matou-o'

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Nas redes sociais, ex-jogador argentino falou sobre a situação contratual do brasileiro (0:20)

O meio-campista Juan Sebastián Verón foi um dos maiores jogadores da história da Argentina. No entanto, foi um fracasso arrebatador na Premier League.

Na temporada 2001/02, ele foi contratado pelo Manchester United da Lazio por 28 milhões de libras (R$ 166,55 milhões, na cotação atual), o que o tornou o reforço mais caro da história do futebol inglês naquele momento.

No entanto, Verón jamais se adaptou em Old Trafford, atuando por apenas dois anos pelos Red Devils antes de ser vendido ao Chelsea por 15 milhões de libras (R$ 89,22 milhões, na cotação atual) - ou seja, praticamente metado do valor pelo qual foi comprado.

Em uma entrevista reveladora, o ex-zagueiro Rio Ferdinand, que conviveu com o argentino na temporada 2002/03 daquele time multicampeão do United, contou que La Bruja não se firmou no clube por ter que disputar posição com o capitão Roy Keane.

Ferdinand lembrou histórias da dupla e opinou que Verón era mais técnico, mas que o irlandês tinha personalidade mais forte e acabou vencendo essa "guerra fria".

"Verón já fez um dos gols mais bonitos que eu vi na vida em treino. Ele chutou de letra, quase do meio-campo. Todos os jogadores ficaram paralisados: 'Vocês viram o que o Juan Sebastián fez?'", lembrou o ex-defensor, que atualmente é comentarista da Sky Sports na Inglaterra.

"Ele era um jogador incrível, um excelente passador de bola. A única coisa que o matou é que Roy Keane provavelmente tinha uma personalidade um pouco mais dominante, e eles acabavam brigando pela mesma posição e pelas mesmas bolas", contou.

"Você tem que se lembrar que Verón veio de Parma e Lazio, times nos quais ele era o cérebro da equipe. Todas as jogadas passavam por ele. E, quando ele veio para o United, quem fazia isso era o Keane", observou.

"O Keane voltava até a zaga e pegava a bola, conduzia e tocava para os meias e os atacantes. E, a todo momento, ele gritava muito: 'Me dê a bola, me dê a bola!'. E, provavelmente por respeito, Verón deve ter pensado: 'Deixe que ele continue fazendo isso'. E foi por isso que ele nunca mostrou seu potencial", opinou.

"Juan Sebastián era um talento incrível. Eu acredito muito que, se Roy Keane não estivesse lá, Verón teria sido um craque com a camisa do United", acrescentou.

"E, para concluir, não acho que Roy Keane tenha culpa de nada. São coisas do futebol. O que ocorre é que, neste caso, a personalidade dele era maior e mais dominante que a de Verón", finalizou.