<
>

Por Copa e novo Mundial de Clubes, Fifa quer diminuir ligas nacionais e até Champions

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, falou de forma enfática ao analisar a necessidade de mudanças quando o futebol retornar normalmente. O dirigente apontou que seja necessário alterações, inclusive, no calendário das competições.

“Falaremos com confederações, federações, ligas, clubes, jogadores. É certo que todos estão dispostos a dar um passo atrás como nós demos”, afirmou em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport.

Infantino ainda citou a necessidade de encolhimento de datas nos campeonatos nacionais da Europa, assim como na Champions League.

"O Mundial de Clubes e a Copa do Mundo são a única fonte de renda para a maioria das federações. Sem estes torneios, em centenas de países não irão existir campeonato, nem bases, nem futebol feminino, nem campos. Adiar o Mundial de Clubes provoca uma perda de centenas de milhões à Fifa e a todas as federações", declarou.

“O futebol se arrisca a entrar em recessão. Tem que fazer uma avaliação do impacto econômico global da crise. Agora é difícil. Não sabemos quando voltaremos à normalidade. Mas olhemos às oportunidades que são oferecidas a nós. Talvez possamos reformar o futebol mundial, dando um passo para trás. Com formatos distintos. Menos torneios, mas mais interessantes. Talvez com menos equipes, mas mais equilibrados. Menos partidas para proteger a saúde dos jogadores, mas mais competitivos. Não é ficção científica. Falemos. Quantifiquemos os danos, vejamos como cobri-los, façamos sacrifícios e recomecemos.”

“Salvemos todos juntos o futebol de uma crise que ameaça ser irreversível.”

O presidente da Fifa também aponta que esta a situação é o momento para uma realidade mais limpa do futebol.

“Este ano teremos uma legislação clara sobre os fluxos monetários das transferências. De acordo com o que pede a União Europeia, o mundo político e econômico, e os torcedores. O futebol não pode ser um Velho Oeste onde não existam as regras. O regulamento sobre os agentes é somente parte de uma reforma mais ampla do sistema de transferências. Cada verão circulam via paraísos fiscais cerca de 7 bilhões de euros de transferências internacionais. Cada vez que a polícia ou as finanças públicas investigam encontram algo estranho”, declarou.