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Sindicato de SP recusa proposta de diminuição de salários e critica presidente do Fluminense: 'Clube caindo aos pedaços'

Rinaldo Martorelli, presidente do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo, criticou duramente as medidas propostas pela Comissão Nacional de Clubes para a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf).

Entre as ideias as ideias, estariam férias coletivas até 21 de abril e a redução em 50% de salários e direitos de imagens dos atletas se a paralisação dos campeonatos permanecer.

“A comissão só pensa nos times que vão disputar competições nacionais. Só em São Paulo temos 35 clubes que estão fora disso. O que assusta é a conivência da CBF porque existem outros clubes. Ela se omite”, disse Martorelli.

“A gente não participou de nada. Tem uma nota dizendo isso, mas não é verdade. Estamos fora. Acho uma irresponsabilidade o que estão fazendo porque antes de tudo precisa-se discutir as questões estaduais”, falou o presidente.

Procurada pela reportagem, Fenapaf disse que avisou por e-mail o sindicato de São Paulo, que por sua vez, afirmou ser rompido com a entidade.

O ponto mais criticado por Martorelli foi a redução dos vencimentos dos atletas. Ele também citou Mário Bittencourt, presidente do Fluminense e representante da comissão de clubes.

“Para concordar com isso precisa ter uma contrapartida muito robusta. Os caras não fizeram isso. Como se negocia assim? Não tem previsão legal dizendo sobre e casos de pandemia se age assim. Não dá para simplesmente reduzir salário ou mandar embora. Se os jogadores entrarem na Justiça e vão ganhar. Vale a pena seguir o ambiente de imposição irresponsável?”, afirmou.

“Eles querem reduzir salário, mas nenhum deles diz que irá quitar os salários atrasados. Principalmente o presidente do Fluminense, que é o presidente desta comissão, que está com tudo atrasado. É muita cara de pau simplesmente jogar no peito dos jogadores: ‘Você tem que colaborar ou o futebol vai acabar’. Sempre vêm com aquela mensagem para tentar sensibilizar, mas assim não dá. O Sindicato de São Paulo esta fora de qualquer imposição unilateral”, disse.

“É hora de cooperação. Os clubes já fizeram isso. Como vamos negociar com eles? Eles só pensam no próprio umbigo. Olha duas situações distintas. O Mário Bitencourt está com Fluminense caindo aos pedaços, devendo salário e tudo mais. O Palmeiras liberou os caras para treinarem em casa e vai pagar os salários normalmente. Imagino que o Galliotte não conseguiu convencer o Mário porque o Fluminense está acabado. E isso não é responsabilidade do atleta. Eles precisam entender isso. A condução está levando o futebol à ruína. Precisamos ter outras condutas”.

Procurado pela reportagem, Mário Bittencourt rebateu a fala de Martorelli.

“Sobre aos ataques feitos ao Fluminense e a mim, são injustos, despropositados e mostram a incapacidade intelectual e o desequilíbrio do Presidente do Sindicato de São Paulo, que ao invés de estar tentado conciliar, está jogando lenha na fogueira tentando colocar os atletas contra os clubes. Eu e minha equipe assumimos o clube há 8 meses, com 3 meses de salários atrasados e 13 salário de 2018 também não pago. De lá pra cá quitamos 12 folhas, estando incluídos os 13 salário de 2018 e de 2019. São 12 folhas pagas em 8 meses. Ainda temos algumas imagens em aberto realmente, mas dentro da situação financeira que encontramos temos cumprido o máximo possível.

Mas no fundo eu sei qual é a intenção do presidente do sindicato e de meia dúzia de advogados que são ligados a ele: o objetivo e no meio do caos angariar clientes para depois ajuizarem ações milionárias cobrando uma série de absurdos. E isso que eles fazem há anos.”