Um relatório divulgado nesta sexta-feira por investigadores mostrou que o piloto do avião de pequeno porte que caiu no Canal da Mancha no ano passado, vitimando o jogador de futebol Emiliano Sala, não possuía a licença comercial necessária para realizar o voo, já que a sua estava vencida há três meses.
Além disso, a aeronave também não estava regularmente licenciada.
"O Sr. David Ibbotson não possuía as qualificações necessárias para pilotar a aeronave quando o acidente ocorreu. Nem o piloto e nem o avião possuíam as licenças e permissões requeridas para a execução de um voo comercial", diz o estudo.
"Além disso, a aeronave não estava sendo operada de acordo com os padrões de segurança recomendados para operações comerciais", acrescentou.
Sala, que tinha 28 anos à época, estava indo da França até o país de Gales para se apresentar ao Cardiff City com David Ibbotson, quando ele e o piloto sumiram dos radares em 21 de janeiro de 2019.
O corpo do atacante argentino, que jogava pelo Nantes, foi encontrado um mês depois, enquanto o cadáver de Ibbotson nunca foi localizado.
O relatório divulgado nesta sexta pelo Escritório de Investigações de Acidentes Aéreos da Grã Bretanha revelou que o piloto não possuía o treino necessário para voos noturnos e não havia feito treinamentos suficientes para voar por instrumentos.
Os documentos concluíram ainda que a aeronave estava rápida demais, e perdeu o controle devido ao mau tempo, caindo no mar.
De acordo com os investigadores, Ibbotson, que tinha 59 anos, muito provavelmente estava tentando desviar das nuvens carregadas quando sofreu o acidente.
Ainda segundo as anotações, não havia "qualquer possibilidade" de Ibbotson e Sala sobreviverem ao impacto no mar, devido à velocidade e ao ângulo que o avião caiu.
