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Champions League: Quem é o bilionário dono da Red Bull que comanda o Leipzig

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Atalanta e RB Leipzig podem alcançar as quartas de final da competição (1:23)

Dietmar Hopp virou a personificação da rejeição dos torcedores espalhados pela Alemanha. A punição aos fãs do Borussia Dortmund levantou uma onda de protestos contra o homem que vai na contramão do futebol local.

Os alemães, no geral, o rejeitam por ser dono do Hoffenheim, após ter se tornado uma exceção na lei que proíbe que alguém seja sócio majoritário de um clube.

As manifestações, porém, não dizem respeito ao maior magnata da Bundesliga e nem ao clube que mais tem sido expressivo em aspectos esportivos recentemente.

Afinal, o RB Leipzig, fundado em 2009, vive um processo de ascensão meteórico, e estreou na Bundesliga em 2016-17 sendo vice-campeão. Desde então, sempre esteve entre os seis primeiros.

Além disso, a equipe está nas oitavas de final da Champions League e perto das quartas. Isso porque os alemães venceram o Tottenham por 1 a 0 em Londres e jogam por um empate em casa nesta terça-feira, às 17h (de Brasília), para ficarem entre os oito melhores da Europa.

Por trás do clube está alguém mais rico que Dietmar Hopp, que é 99º na lista da Forbes, com uma fortuna estimada em US$ 14,2 milhões. Dietrich Mateschitz, por sua vez, figura em 51º, com US$ 20,6 bilhões.

Depois de ter provado a bebida de Krating Daeng, de Chaleo Yoovidhya, o magnata austríaco fundou com o empresário tailandês o energético Red Bull em 1987. O outrora executivo da Blendax, empresa de produtos de higiene, viria a se tornar uma das pessoas mais ricas do mundo.

O sucesso da marca foi levado aos esportes, sobretudo aos de velocidade. Com competições de moto, aviões e até um torneio de mundial de aviões de papel, que existe desde 2006, Mateschitz ficou famoso no cenário esportivo por sua relação com a Fórmula 1.

Tudo começou também em 1987, quando a Red Bull virou patrocinadora do piloto Gerhard Berger.

"Eu fui o primeiro atleta da Red Bull, antes mesmo de a empresa existir", contou Berger ao podcast Beyond The Grid.

Em 1995, a companhia passou a patrocinar a Sauber; dez anos depois, ela teria sua companhia; em 2006, veio a Toro Rosso, a segunda escuderia da empresa. A Red Bull teria Sebastian Vettel conquistando quatro títulos mundiais entre 2010 e 2013.

Neste século, o futebol viraria palco para o sucesso da empresa também. O Red Bull Salzburg, por exemplo, venceu dez das últimas 13 edições do Campeonato Austríaco. O Red Bull Bragantino e o New York Red Bulls representam a marca na elite do futebol no Brasil e nos Estados Unidos, respectivamente.

A influência no esporte vai muito além, e o Red Bull Salzburg, por exemplo, é também um dos principais times de hóquei no gelo na Áustria.

Ou seja, o RB Leipzig é só mais um negócio de sucesso de Mateschitz. Seja no esporte ou fora dele.