Em 2016, Moisés saiu do Rijeka, da Croácia, e chegou quase desconhecido ao Palmeiras. Em três temporadas no clube alviverde, o meia foi bicampeão brasileiro (2016 e 2018), vestiu a camisa 10 e virou um jogador querido pela torcida alviverde.
Em julho do ano passado, porém, ele resolveu mudar de ares. Poucos dias depois de perder um pênalti na eliminação do time alviverde na Copa do Brasil para o Internacional, ele foi anunciado pelo Shandong Luneng, da China.
Moisés foi comprado por 5 milhões de euros (pouco mais de R$ 21 milhões), e o Palmeiras ainda pode ganhar mais 1,5 milhão de euros (R$ 6,31 milhões) por bônus.
“A China apareceu no dia seguinte após o jogo do Internacional. É uma pergunta que todos me fazem, mas eu não sabia da oferta. Fui procurar saber o que era essas proposta, como era o clube e a China antes de tomar uma decisão. Voltei para São Paulo e encontrei com as pessoas que tomam conta desta situação e procurei me informar”, disse, ao ESPN.com.br.
“Achei que era o momento de sair e procurar novos ares. Era um situação boa para mim e para o Palmeiras. Não tinha por que eu não ir naquele momento”, analisou.
Apesar das diferenças culturais, Moisés garante que não teve dificuldades para se adaptar ao pais.
“O que mais me chamou atenção é que as pessoas na China respeitam as leis. Isso é o principal porque nós vivemos em um país onde as pessoas fazem o que querem e não são punidas. Lá, as leis funcionam", garantiu.
"O que me impressiona não é a China ser assim, mas o Brasil ser desse jeito. Fico feliz em estar morando em um país seguro onde você pode sair e ter tranquilidade na vida pessoal. Eu prezo muito isso com a minha família porque tenho filhos”, explicou.
Moisés conta que o trânsito da província de Shandong não é tão complicado quanto o da cidade de Pequim. Mesmo assim, ele não dirige por lá.
“Temos um motoristas que faz esse serviço para mim e a minha família. Lá uso a moto elétrica quando preciso ir para algum lugar perto de casa”, afirmou.
O ex-palmeirense consegue driblar até mesmo os problemas com alimentação.
”A única coisa que não acho é o feijão, mas o resto eu me viro muito bem. Tem o mercado estrangeiro que você acha de tudo. Eu não tenho dificuldade com alimentação porque como a comida chinesa. Sou bem desenrolado para essas coisas. Não comi escorpião nem nada de diferente porque saio coisas mais para estrangeiros. É algo turístico, mas o chinês não come este tipo de coisa”.
Mesmo com o grande fuso horário, o meia tem canais brasileiros para não se desligar do país.
“Na medida do possível procuro acompanhar os jogos e campeonatos daqui. Gosto muito de esportes e acompanho NBA, NFL e Fórmula 1. Na televisão da minha casa só passa desenho animado para os meus filhos ou esporte (risos)”, contou.
De volta ao Brasil por causa do surto de coronavírus, Moisés ainda não tem data para retornar à China.
