<
>

Banido da Champions, City acusa Uefa de ter premeditado julgamento e confirma que irá recorrer à CAS

A Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) comunicou nesta sexta-feira que o Manchester City foi banido por duas temporadas da Uefa Champions League.

Além disso, o clube inglês foi multado em 30 milhões de euros (R$ 140,2 milhões) pela entidade que rege o futebol europeu.

Por meio de um comunicado (leia o conteúdo completo abaixo), os Citizens afirmaram que estão "desapontados", mas "não surpresos" com a decisão da Uefa.

O time comandado por Josep Guardiola reclamou que o resultado do julgamento foi premeditado por Yves Leterme, chefe da investigação.

Vale lembrar que, em janeiro de 2019, Leterme já havia confirmado em entrevista que essa punição ao City poderia ocorrer.

O clube britânico salientou que buscará agora um "julgamento imparcial" na CAS assim que possível.

Segundo a Uefa, a punição se deve pelo fato dos Citizens terem descumprido e fraudado as regras de fair play financeiro da entidade.

As irregularidades foram reveladas pela revista alemã Der Spiegel, em novembro de 2018.

A punição passará a valer a partir da temporada 2020/21 - ou seja, o City ainda poderá continuar na disputa da Liga dos Campeões neste ano.

LEIA O COMUNICADO DO CITY

O Manchester City está desapontado, mas não surpreso, com o anúncio feito hoje pela Uefa.

O clube sempre salientou a necessidade de ser encontrado um órgão independente que pudesse considerar de forma imparcial as evidências irrefutáveis que dão razão ao Manchester City em seu posicionamento.

Em dezembro de 2018, o chefe de investigação da Uefa previu de maneira pública o resultado do julgamento e as sanções que ele queria aplicar sobre o Manchester City, antes mesmo que as investigações fossem iniciadas.

O processo seguinte, constantemente vazado e com diversas falhas, que ele supervisionou mostrou que havia poucas dúvidas no resultado final.

O clube reclamou formalmente com o Comitê Disciplinar da Uefa, em uma reclamação que foi referendada pela Corte Arbitral do Esporte.

De maneira simples, esse foi um caso iniciado pela Uefa, processado pela Uefa e julgado pela Uefa.

Agora, com o fim desse processo prejudicial, o clube irá buscar um julgamento imparcial o mais rápido possível e, por conta disso, irá buscar o início de um procedimento de recurso na Corte Arbitral do Esporte assim que possível.