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Torcedores do Sport invadem festa de aniversário do Santa Cruz, e presidente da Federação defende 'pena de morte'

Durante a celebração de aniversário de 106 anos do Santa Cruz, na quarta-feira (5), torcedores do Sport, principal rival do clube, invadiram a celebração que acontecia no Pátio de Santa Cruz, na Boa Vista, região central do Recife.

De acordo com relatos da Rádio Jornal, de Pernambuco, dezenas de torcedores de uma organizada do Sport arremessaram pedras, soltaram fogos na direção dos presentes - inclusive crianças e mulheres - antes de partirem para agressões.

Chamada, a Polícia Militar chegou dispersando o tumulto, chegando até mesmo a disparar tiros para o alto. Mas, para Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana de Futebol, os disparos deveriam ter tido outra direção.

“Eles são um câncer que não conseguimos resolver. Atribuo a culpa exclusivamente ao Congresso Nacional. Com essas leis frouxas, inadequadas, nós ficamos reféns dos marginais. São criminosos que se utilizam do evento do futebol ou da existência de uma entidade para extravasar essa chaga social", disse.

"A Polícia Militar precisa ser elogiada. Eu lamento apenas que ela tenha atirado para cima. O ideal é que tivessem atirado neles. Teríamos hoje 30, 40 bandidos a menos. Infelizmente, nós temos essa defasagem que o presidente (Jair) Bolsonaro ainda não conseguiu fazer, que seria ter pena de morte. Esse tipo de gente precisa ser executado", declarou o dirigente.

A declaração em defesa da pena capital, causou repulsa ate mesmo nos presidentes do Náutico e do próprio Santa Cruz.

Constantino Júnior, presidente do Santa Cruz, disse, também à Rádio Jornal, que não compactua com "violência para combater violência", ao comentar as declarações de Evandro Carvalho.

Edno Melo, presidente do Náutico, chamou os torcedores do Sport envolvidos no caso de Marginais, mas também desaprovou o que chamou de "discurso de ódio" de Carvalho.

Nesta quinta-feira, em entrevista ao canal Sportv, Carvalho atenuou um pouco o discurso. Disse que as afirmações lamentando que os tiros da polícia tenham sido para o alto, e não nos torcedores, foi exagerada. Mas voltou a defendar a instituição da pena de morte no Brasil.