O distintivo do St. Pauli, que atualmente disputa a segunda divisão da Bundesliga, foi incluído pela polícia antiterrorismo do Reino Unido em um documento distribuído por todo o país com símbolos que devem ser tratados com "cuidado".
A lista, que o governo britânico acredita representar uma possível ameaça terrorista, tem, além do distintivo do St. Pauli, suásticas e símbolos representando grupos jihadistas.
O documento é usado pela polícia como guia de prevenção, um esquema anti-radicalização destinado a capturar pessoas com risco de cometer atos terroristas. Também foi tema de discussões entre órgãos do setor público.
Sediado na cidade de Hamburgo, o St Pauli é um clube famoso pelo posicionamento político ligado à esquerda. O distintivo, formado por uma caveira e ossos cruzados, é usado como estratégia de marketing do clube.
Fãs do clube ao redor do mundo costumam usar o símbolo, o que aumentou a popularidade do St. Pauli. O clube viajou aos Estados Unidos por dois anos seguidos, em 2018 e 2019, para atuar em Nova York e Buffalo.
Conhecido por exibir faixas de boas-vindas a refugiados na Alemanha, o St. Pauli recentemente mostrou apoio ao povo curdo após conflito no Oriente Médio e também se envolveu em confrontos contra neonazistas em jogos como visitante.
O clube se posiciona em temas como racismo e homofobia há anos. Sua torcida, inclusive, exibe a faixa "No Football For Facists" (Futebol não é para fascistas) a cada partida em casa.
James Lawrence, zagueiro do St. Pauli, expressou apoio ao clube que defende em um post no Instagram: "Orgulho dos valores que temos e de jogar pelo St. Pauli. Antifacista, antirracista e antihomofóbico. Como não gostar!".
O St. Pauli usou as redes sociais para responder à mensagem do jogador: "Bem dito, James Lawrence! Nada a acrescentar, além de muito amor por James, talvez".
Well played, James #Lawrence! 💪🏼
— FC St. Pauli (@fcstpauli) January 18, 2020
Dem ist nichts hinzuzufügen, außer vielleicht ganz viel Liebe für James. 🤎🤍❤️#fcsp | #noussommessanktpauli pic.twitter.com/x7V3gv26gG
Informações de Stephan Uersfeld, correspondente da ESPN na Alemanha, foram usadas na reportagem
