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Cruzeiro: 'Dedé não tem condição de aguentar o que oferecemos e busca recolocação', revela diretor à ESPN

Em meio à reformulação quase total de seu elenco para disputar o duríssimo 2020, no qual terá o desafio de passar pela Série B, o Cruzeiro deve dar adeus ao zagueiro Dedé.

Em entrevista exclusiva à ESPN, o diretor-executivo de futebol do clube, Ocimar Bolicenho, revelou que o defensor "não tem condição de aguentar" o novo salário reduzido que foi oferecido.

O cartola, inclusive, ressaltou que o atleta já busca "recolocação no mercado", e que a Raposa está de mãos atadas, pois "não está em condições de exigir nada" de atletas a quem está em dívida.

"O Dedé foi um dos primeiros a dizer para nós que, na condição que o Cruzeiro pode oferecer agora, irá procurar uma alternativa", ressaltou Bolicenho.

"Ele não tem condição de aguentar o que o Cruzeiro está oferecendo para ele e está tentando uma recolocação no mercado. Como estamos em condições de não poder oferecer nada, ele que está se virando com isso", acrescentou.

"Não estamos em condição de exigir nada, porque estamos em débito com todos eles (jogadores)", complementou.

O clube mais interessado em ter Dedé no momento é o Vasco, equipe na qual se tornou ídolo graças a uma ótima passagem entre 2009 e 2013.

O zagueiro teve duas sondagens do futebol chinês, e também está na mira de outros clubes brasileiros.

O alto salário do atleta, que recebe R$ 690 mil/mês na Raposa, porém, é um fator que afasta possíveis interessados em seu futebol.

Na última temporada, o defensor fez 45 jogos com a camisa cruzeirense, anotando 3 gols.

Ele está em Belo Horizonte desde 2013, quando foi comprado justamente do Vasco em uma operação comandada por Alexandre Mattos, então diretor celeste.

TETO DE R$ 150 MIL? NÃO É BEM ASSIM...

Segundo Bolicenho, a história de que o teto salarial do clube passou a ser de R$ 150 mil por jogador após a queda para a Série B não é tão verdadeira assim.

Na verdade, o que o Cruzeiro planeja é trabalhar com uma folha salarial de R$ 4 milhões por mês - ou seja, pode haver tanto atletas com vencimentos altos quanto baixos, desde que não estoure o teto de R$ 4 milhões.

"A história do teto de R$ 150 mil por jogador foi a declaração de um dirigente. O que vamos fazer é trabalhar com uma folha salarial dois terços menor que 2019, ou seja, uns 4 milhões por mês", salientou o executivo.

"O desafio não existe teto estabelecido, mas o teto de folha salarial. Cada situação tem sido resolvida de forma individual e temos que enquadrar. Já temos muito bem definidos os nomes que pretendemos que fiquem para a Série B conosco", complementou.