O Atlético Nacional, da Colômbia, está levando à Fifa uma dívida que o Palmeiras tem com o clube por conta do atacante Borja.
Na negociação de U$10 milhões (R$39 milhões em 2017), os colombianos mantiveram um percentual de 30% numa futura venda. Havia possibilidade também, a partir do dia 10 de agosto deste ano, do Atlético abrir mão dos 30% desde que o Palmeiras pagasse U$3 milhões (cerca de R$12,5 milhões).
O Palmeiras não pagou o valor até o momento e alega que não tem uma data específica para exercer a quitação. O montante poderia ser pago no caso de uma saída de Borja do clube paulista.
O Atlético quer receber o dinheiro imediatamente.
"O tema de Borja continua igual. Não recebemos o pagamento no tempo estabelecido e já levamos a instâncias da Fifa", comentou o presidente dos colombianos, Juan Davis Pérez.
Já o Palmeiras respondeu com o diretor jurídico, André Sica, em entrevista ao UOL: "Não fomos notificados pela Fifa sobre o caso, mas se a Fifa nos chamar, nós colocaremos o nosso posicionamento. Eles nos enviaram uma notificação que gostariam de converter os direitos no dinheiro e já enviaram a conta para o depósito. Mas a gente não entende assim. Entendemos que eles tinham até o dia 10 de agosto para avisar da opção, se eles queriam os direitos em valores absolutos ou se continuariam com a porcentagem, mas não que o pagamento precisaria ser imediato".
Os paulista atuam nesta quinta-feira contra o Goiás, a partir das 19h15, e Borja pode ser titular.
