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Malcom diz que não sofreu racismo no Zenit, da Rússia: 'Pelo contrário, torcedores pedem para tirar foto na rua'

Malcom foi contratado pelo Zenit no início desta temporada e, apesar da polêmica, está se sentindo bem na Rússia. Em sua estreia, protestos da torcida foram interpretados como um ataque racista contra ele.

"A imprensa está falando muito, mas vou dizer o que aconteceu: não recebi nenhum gesto racista", contou Malcom em entrevista à rádio francesa RMC Sport na última sexta-feira.

"No Zenit, os torcedores costumam pedir ao clube que use jovens jogadores da base em vez de contratar o tempo todo, é por isso que havia uma faixa, não era racista”, justificou o atleta.

Na sua primeira partida diante da torcida russa, Malcom viu uma grande faixa irônica que dizia ‘obrigado à direção por respeitar nossas tradições’. O protesto foi interpretado como preconceituoso devido ao histórico do Zenit.

Uma torcida organizada do clube, por exemplo, já escreveu as seguintes palavras num manifesto.

"(...) A ausência de jogadores negros no Zenit é apenas uma importante tradição. Ela enfatiza a identidade do clube e nada mais. Graças a preservação (dessa tradição), o Zenit tem a sua cara reconhecida no mundo, como poucos clubes que mantém isso", dizia o texto.

Malcom, entretanto, não percebeu nenhum problema nos poucos meses que esteve em São Petersburgo.

“Pelo contrário, quando encontro fãs na rua, eles querem tirar fotos. Eles me dizem: 'Boa sorte, você é o melhor, nos ajudará'. É o oposto do que a mídia francesa diz", defendeu o atacante revelado pelo Corinthians.