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Flamengo x River: Estádio da final da Libertadores terá 10% a menos de público por risco de terremoto

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'Não sei como vou voltar': Torcedor do Flamengo conta que foi para Lima só com a passagem de ida (1:39)

Repórter Pedro Torre mostra a história do flamenguista na Libertadores (1:39)

No sábado, dia 23 de novembro, a cidade de Lima, no Peru, recebe a primeira final única da história da Copa Libertadores.

No gigantesco Estádio Monumental, que sediará a decisão entre Flamengo e River Plate, porém, haverá alguns espaços obrigatoriamente vazios por ordem do Governo.

É que, devido ao fato do Peru ser um local com alta incidência de atividade simológica (leia-se: onde há maior chance de ocorrer um terremoto), a Defesa Civil do país determina que os estádios só tenham 90% dos lugares ocupados pelo público, o que facilita uma possível evacuação.

É por isso que, apesar do Monumental ter capacidade para receber entre 65 mil e 66 mil torcedores, ele terá "apenas" 59 mil fãs na grande decisão deste sábado - essa é o limite imposto pela Defesa Civil peruana e é também o recorde de público da história da arena, em uma partida entre Peru e Brasil pelas eliminatórias da Copa do Mundo.

"Imagine que o estádio é como uma camisa apertada. Se você precisa tirar essa camisa rapidamente, vai ser difícil arrancá-la", compara ,de maneira bastante didática, Rubén Marruffo, diretor de comunicação do Universitario (clube que é proprietário da arena que receberá a final da Libertadores), em entrevista à ESPN.

"É por isso que é melhor usar uma camisa mais folgada: porque é mais fácil de arrancar", complementa, fazendo uma analogia com a possível evacuação do estádio em caso de tremor de terra.

É claro que, como a maior parte das edificações no Peru, o Estádio Monumental é uma construção com estruturas antisísmicas, que ajudam a manter o prédio de pé (e as pessoas em segurança) mesmo nos abalos mais fortes.

Isso não quer dizer, porém, que já não tenham ocorrido grandes sustos por lá...

Em 15 de agosto de 2007, por exemplo, um terremoto fortíssimo (7,8 na escala Richter), com epicentro em Pisco (150 km de Lima) teve consequências devastadoras na capital do país, deixando 519 pessoas mortas, além de milhares de feridos.

Neste mesmo dia, estava acontecendo uma partida do Campeonato Peruano entre Universitario e Sporting Cristal, um dos maiores clássicos do país - que, por sorte, estava sendo disputado com portões fechados por ter sido adiado.

Faltava pouco mais de uma hora para os atletas entrarem em campo quando eles sentiram o violento tremor nos vestiários. Pelo fato do estádio ser uma construção segura, nada aconteceu aos jogadores, mas a preocupação geral logo tomou conta.

Tanto é que as delegações abandonaram o Monumental pouco depois e a partida foi novamente adiada, já que a prioridade de todos passou a ser tentar entrar em contato com os parentes e amigos para saber se todos estavam bem.