Ídolo do Barcelona, Valencia, seleção da Espanha e na MLS, o atacante David Villa anunciou sua aposentadoria do futebol aos 37 anos.
Atualmente no Vissel Kobe, do Japão, o atacante havia feito outro anúncio na última terça-feira: será um investidor em futebol.
Mais precisamente, o espanhol abrirá uma franquia de um clube no Queens, bairro de Nova York. A equipe se chamará Queensboro FC e disputará a USL.
Carreira gloriosa:
Aos 19 anos, David Villa estreava no futebol profissional com a camisa do Sporting Gijón.
De lá pra cá, foram 857 jogos por oito equipes e pela seleção espanhola, 437 gols marcados e 14 títulos conquistados.
Pelo Sporting Gijón, disputou 85 partidas e marcou 40 de seus gols durante as três temporadas que defendeu as cores da equipe, de 2000 à 2003.
Chegou ao Zaragoza em 2003/2004 e conquistou seu primeiro título como jogador profissional ao derrotar o Real Madrid na final da Copa do Rei desse ano. Pela equipe, contabilizou 94 partidas e 39 gols, além da conquista da Supercopa da Espanha de 2004 em cima do Valencia.
Neste período, estreou por 'La Roja', mais precisamente no dia 9 de fevereiro de 2005, na vitória por 5 a 0 contra San Marino pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Mas só foi marcar pela primeira vez com a seleção em outra oportunidade, contra a Eslováquia em novembro daquele mesmo ano, na partida que terminou em 1 a 1.
Nesta mesma temporada, o Valencia o contratou para a temporada 2005/2006 e então começava a trajetória com a camisa que mais vestiu em toda a sua carreira.
Em cinco temporadas, o jogador se tornou unanimidade no ataque da equipe, marcou 129 gols em 225 jogos e conquistou a Copa do Rei de 2007/08 e novamente a Supercopa da Espanha em 2010.
E o verão de 2010 foi crucial para o atacante. Convocado para seleção espanhol para a Copa do Mundo na África do Sul de 2010, o jogador foi contratado pelo Barcelona para a disputa da temporada 2010/2011.
Marcou cinco gols na competição internacional, foi um dos artilheiros da competição e voltou para casa com o título da Copa do Mundo na bagagem.
Pela seleção, também conquistou a Eurocopa de 2008 e defendeu o país em 98 oportunidades, marcando 59 gols.
Desembarcou na Catalunha e por lá ficou por três temporadas regadas a títulos. Marcou 48 gols em 119 partidas e conquistou duas vezes a LaLiga, uma Copa do Rei, uma Champions League, Mundial de Clubes e Supercopa Europeia.
Deixou o Barça em 2013, vestiu a camisa do Atlético de Madrid por uma temporada em que disputou 47 partidas e marcou 15 gols, além de levantar a taça da LaLiga e decidiu deixar a Espanha.
A partir daí, começou a rodar o mundo. Foi para a Austrália defender as cores do Melbourne City por apenas quatro partidas, mas ainda marcou dois gols.
Após isso, em 2015, foi para o New York City, da MLS, e se tornou ídolo na liga norte americana. Com 124 partidas e 80 gols, não conquistou nenhum título, mas se apaixonou pelo bairro do Queens - em que viveu durante as quatro temporadas.
Neste bairro, abrirá sua franquia para disputar a liga do país e se tornará, daqui pra frente, um engravatado do futebol.
Mas após deixar Nova York, ainda teve tempo de disputar mais uma temporada no Japão. Em 2019, reencontrou Andrés Iniesta no Vissel Kobe e vestiu a camisa por 26 partidas e marcou 12 gols.
E, hoje, 13 de novembro de 2019, David Villa anunciou, em coletiva de imprensa, que deixará o futebol na próxima temporada. Afirmou que poderia disputar mais uma temporada, mas a decisão foi tomada com muita cautela porque, segundo ele: "prefiro deixar o futebol antes que o futebol me deixe"
