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Quanto valem os 'naming rights' para os estádios de Manchester United, Real Madrid e Barcelona? Estudo mostra; veja o ranking

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Real Madrid e Barcelona poderiam ganhar mais de 35 milhões de euros (cerca de 159 milhões de reais na cotação atual) anuais adicionando os "naming rights" de uma marca aos respectivos nomes de seus estádios, o Santiago Bernabéu e Camp Nou, os dois mais valorizados para este tipo de patrocínio, segundo um estudo estadunidense.

A valorização estimada do que poderia desembolsar uma empresa por incluir seu nome nos principais estádios do futebol, segundo a Duff & Phelps, seria de 36,5 milhões de euros (166 milhões de reais) por temporada para os dois rivais espanhóis, diante dos 30,5 milhões de euros (139 milhões de reais), que valorizaria o Old Trafford, a “casa” do Manchester United.

Para esta empresa, tanto a presença de astros do futebol, como o argentino Lionel Messi, do Barcelona, quanto as reformas que os clubes planejam para seus estádios, influenciam nesta valorização.

Segundo o estudo, há uma disparidade na presença de “naming rights” nos estádios das principais ligas europeias. Em destaque, o Campeonato Alemão, em que 80% dos estádios têm um uma marca atrelada. Na sequência, 30% deste tipo de acordo na Premier League, 10% no Campeonato Italiano e Francês, e apenas 5% em LaLiga.

Na competição alemã, cerca de 28% dos acordos de patrocínio são feitos com companhias financeiras, 17% com automobilísticas, 5% com empresas de energia e 33% com outros segmentos.

No estudo, é destacado que “uma razão importante para a presença das empresas financeiras é que, em muitos casos, estas adquirem um patrocínio porque se convertem em sócio financeiro do clube e utilizam este acordo para outros serviços, como o financiamento de atletas, estádios e até mesmo a venda de cartões de crédito para os torcedores".

A consultoria propõe também a comparação com os estádios da NFL, em que 25% têm patrocínios de empresas financeiras, 13% de automobilísticas e 9% para empresas de energia, telecomunicações e comercio revendedor. Apenas 19% dos estádios não possuem um patrocinador em seus nomes.

“A maior parte do valor que estes acordos têm para as marcas está no relacionamento com os jogadores”, detalha o relatório, que reflete que os atletas representam uma grande oportunidade no auge do marketing através de personalidades famosas.

Para a empresa de consultoria estadunidense, os clubes europeus que não adicionaram os “naming rights” aos seus estádios têm um “potencial significativo inutilizado” de gerar ingressos, que é maior para os que estão nos primeiros níveis continentais, como o Real Madrid e Barcelona.