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Artilheiros dos paulistas penam no Brasileiro com longos jejuns e poucos gols

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Linha de Passe analisa lances polêmicos e uso do VAR na rodada (2:56)

Expulsão de Brenner, pênalti não marcado em Gabigol e gol anulado de D'Alessandro (2:56)

Deyverson fez o gol de empate do Palmeiras contra o Athletico-PR por 1 a 1, na noite deste domingo, em Curitiba, resultado que ao menos assegurou ao time alviverde um ponto na dura corrida pelo título contra o Flamengo. Dura mesmo. A dez rodadas do final do Campeonato Brasileiro, o rival carioca tem dez pontos a mais. Fica mais difícil ainda a briga quando os artilheiros da equipe sofrem na temporada.

O autor do gol não balançava as redes desde 13 de junho, ou seja, antes da pausa da competição por causa da Copa América.

Foram 129 dias corridos e 13 partidas neste período, com 971 minutos somados. E o atacante tem apenas sete tentos em 35 jogos 2019, média de 0,20 gol por compromisso.

Menos mal para o Palmeiras que ele não é o artilheiro no ano. O posto pertence a Gustavo Scarpa, com 11 gols em 41 jogos. No entanto, ele não marca desde 7 de setembro, há nove jogos.


O artilheiro máximo do São Paulo na temporada é Pablo, com apenas sete gols em 22 partidas. Detalhe é que ele está afastado com uma lesão muscular na coxa direita e não tem data para retornar. É o quarto problema dele no ano.

Atrás dele, os artilheiros são Reinaldo, sim, o lateral-esquerdo, com seis gols, Hernanes e Pato, com cinco tentos cada um.

Sem Pablo, a “pressão” pelos gols recaiu sobre Pato, mas o jogador não correspondeu na vitória tricolor sobre o Avaí por 1 a 0, no Morumbi, no domingo. Perdeu muitas chances e, ao ser substituído, saiu de campo e foi amparado pelo técnico Fernando Diniz. Nas entrevistas pós-jogos, todos os companheiros defenderam o camisa 7.


Do lado do Corinthians, os números são piores. Apesar de Vagner Love e Gustagol terem 11 gols cada um em 53 e 43 jogos, respectivamente, o jejum deles é longo.

Love está sem marcar há sete compromissos, o que fez ele perder a condição de titular. E olha que a sequência já chegou a ser pior. No primeiro semestre, ele chegou a ficar nove partidas sem balançar a rede no ano.

Gustagol conseguiu marcar na penúltima rodada, no empate com o Goiás por 2 a 2, mas antes acumulou duas sequências de nove partidas sem marcar. Foi para a reserva e só voltou a entrar desde o início diante do time esmeraldino.


O Santos tem um sério problema: o esquema de Jorge Sampaoli não conta com um centroavante de ofício, ou seja, um homem centralizado. Assim como é difícil definir quem é o camisa 9, o artilheiro do time é variável.

Como assim, variável? Simples. Eduardo Sasha é quem lidera os artilheiros santistas no Brasileirão, com 10 gols em 26 jogos. Ele é o quarto, no geral, ao lado de Arrascaeta (Flamengo) e Wellington Paulista (Fortaleza), e atrás apenas de Gilberto (Bahia, 11), Bruno Henrique (Flamengo, 12), e Gabigol (Flamengo, 19).

No Paulistão, o meia Jean Mota foi um dos artilheiros da competição, com sete gols, mas apenas um no torneio nacional. Mas adivinhe quem é o principal “homem-gol” do Santos na temporada? Carlos Sánchez, com 14 gols, sendo 7 no Brasileiro, 4 na Copa do Brasil e 3 no Paulista.

Sasha marcou na vitória sobre o Ceará, no meio da última semana. O último gol de Sánchez foi nos 2 a 0 sobre o CSA, ainda em setembro. Já Jean Mota, que perdeu espaço depois do Estadual, não vai às redes desde a vitória sobre o Atlético-MG, 3 a 1, em 9 de junho, também antes da Copa América.