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Paguei caro, comi bem... Mas saí com fome: como foi almoçar no restaurante de Pep Guardiola em Manchester

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Com a ESPN em Manchester para a cobertura in loco da partida entre Manchester United e Liverpool, neste domingo, pela Premier League, nosso entourage resolveu experimentar as delícias servidas no Tast – Cuina Catalana, restaurante de comida catalã que tem Josep Guardiola, técnico do Manchester City, como sócio.

Pep é um dos donos, ao lado do chef espanhol Paco Pérez, dono de estrelas Michelin e nome bastante conhecido no mundo da gastronomia, além de Ferran Soriano e Txiki Begiristain, respectivamente CEO e diretor de futebol dos Citizens.

O simpático estabelecimento fica na King Street, calçadão bem no centro de Manchester que é recheado de lojas de grife por todos os lados – não à toa, é um dos points dos jogadores de futebol que defendem United e City.

Na chegada, um jovem e simpático garçom logo nos arruma uma mesa para sete pessoas e já anota os pedidos. Resolvemos experimentar a boa variedade do cardápio: pratos com frango, peixe e frutos do mar, além das famosas croquetas e também uma tábua de salames e jamón serrano.

Enquanto esperamos a comida, reparo na decoração discreta e moderna do restaurante, que prima pelo uso do azul em suas paredes (seria um indício de que o dono é técnico do City?) e pelos itens de design curvo, com destaque para as belas lâmpadas.

Ao nosso lado, uma outra mesa aproveita o almoço: seis pessoas, impecavelmente bem vestidas, conversam e se divertem enquanto dividem três garrafas de vinho branco espanhol.

A cozinha do local é aberta, para quem se interessar em acompanhar o trabalho do chef e de seus cozinheiros. Vale dizer que a limpeza é impecável, como manda o figurino em restaurantes deste porte.

Questiono o garçom se Pep Guardiola é visto com frequência no Tast, e ele diz que o patrão costuma aparecer vez ou outra, acompanhado principalmente de familiares e amigos.

Pergunto qual o prato favorito, e o rapaz diz que depende do dia: “Às vezes está mais para carne, às vezes mais para peixes e mariscos...”, relata.

Na hora da comida, porém, uma pequena decepção: os pratos chegam todos fora de ordem, primeiro os polvos, depois o frango e, após alguma espera, o arroz com lulas. Erro imperdoável em qualquer restaurante de alto escalão, já que deixa os clientes desconfortáveis – enquanto uns comem, outros só observam com cara de fome.

Quanto à refeição, a maioria elogia. Meu prato de polvo, por exemplo, estava muito bem feito (e trata-se de uma carne difícil de ser preparada), com um molho bem agradável. A apresentação também vale destaque, com o prato imitando um polvo com os tentáculos abertos.

O problema foi o tamanho minúsculo da porção! Em apenas algumas garfadas, o prato já era, deixando uma sensação de que dava para comer bem mais.

Nem mesmo a tábua de frios e as croquetas aplacam a fome de nossos guerreiros em Manchester, mas o jeito é pedir a conta, pagar e ir embora para seguir o trabalho na Inglaterra, mesmo com o estômago ainda roncando e pedindo mais.

No final de tudo, a conta dividida em sete ficou em cerca de R$ 140 por pessoa. Preço encontrado em muitos estabelecimentos no Brasil, mas com porções certamente mais bem generosas do que as servidas pelo estabelecimento do Guardiola.

Pelo menos a água era de graça...

Manchester United e Liverpool enfrentam-se neste domingo, às 12h30 (de Brasília), com transmissão in loco da ESPN Brasil e WatchESPN.