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Palmeiras: Grama artificial no Allianz Parque? Entenda como pode ser o novo campo da casa alviverde

Gramas sintéticas não são todas iguais. E parte da viagem da comitiva do Palmeiras que está na Holanda, em visita técnica à empresa Greenfield, certificada pela Fifa, é justamente para entender as modalidades oferecidas para uso no Allianz Parque.

No site da empresa, há diversos projetos desenhados individualmente para necessidades específicas. Mas todos, de certo modo, adotam um dos três tipos, ou uma composição, de produtos pré-existentes.

Os gramados diferem um dos outros pela maneira como a grama é agrupada - com ou sem tufos - e pela utilização de material de preenchimento, que normalmente é composto de borracha e, em alguns casos, material orgânico.

Atualmente, os gramados sintéticos não demandam dos jogadores o uso de chuteiras específicas, como já foi no passado.

Em 2013, por exemplo, Palmeiras (0 a 0), Corinthians (0 a 1) e Atlético-MG (2 a 2) enfrentaram o Tijuana, do México, na Copa Libertadores. Na época, a grama do Estyádio Caliente tinha um grau menor de evolução. Assim, na prática, os clubes disputaram partidas de futebol society com medidas de futebol, já que tiveram de usar calçados diferentes dos habituais.

O Palmeiras, inclusive, chegou a treinar no clube Nacional, que possui diversos campos de society, antes de viajar ao México.

Na Copa do Mundo de 2018, seis estádios russos contaram com fibras artificiais em sua composição - inclusive o Luzhniki, onde foi jogada a final..

Veja abaixo os tipos de gramados oferecidos pela empresa com quem o Palmeiras negocia:

HÍBRIDA

Como o nome diz, trata-se de uma mistura de elementos naturais e sintéticos.

A grama natural cresce através de uma trama de grama sintética, o que resulta em um sistema mais reforçado e mais durável do que a grama 100% natural.

A empresa entende que sua principal vantagem em relação a um gramado totalmente natural é a durabilidade.

Já em relação a gramados totalmente sintéticos, apresenta mais estabilidade, devido à presença da grama natural na superfície.

É usada no Ricoh Stadium, de Coventry, na Inglaterra, onde foram disputados jogos de futebol da Olimpíada de 2012 - à época, com grama natural - e é usado pelo Coventry City, da terceira divisão inglesa de futebol, e pelo Wasps, da Premiership (primeira divisão) de Rugby da Inglaterra.

O tipo híbrido também aparece nos centros de treinamento do Zenit, da Rússia, do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, entre ouros.

ENTRELAÇADA

Nessa modalidade, a grama é totalmente sintética, com aspecto natural.

A empresa garante que a sensação e o aspecto do material ficam muito parecidos com o da grama natural. Isso se deve, entre outras coisas, ao formato arredondados dos tufos.

Sua instalação é mais rápida e sua manutenção mais fácil que a da grama híbrida, por exemplo.

Essa grama foi adotada pelo Vitesse Arnhem, da Holanda, sem seu centro de treinamento.

"TUFTED"

O nome desse tipo de produto, também totalmente artificial, traduzido para o português, fica algo próximo de "com tufos".

Segundo seu fabricante, ela é a mais resistente e versátil de seu portfólio, ideal para locais com uso intenso durante todo o ano,

Diz a empresa que a os gramados tufted requerem pouca manutenção.

No site da empresa, há nove tipos de gramados diferentes nessa modalidade, indicados para esportes diversos.

O modelo "Ms Pro" foi aprovado pela Fifa. Algumas variações desse tipo de gramado não precisam de preenchimento com borracha ou outro material, como é comum em gramados sintéticos e costuma incomodar os jogadores.

ARENA DA BAIXADA

Único gramado sintético em atividade na Série A do Brasileiro, o campo do Athletico-PR é referência.

De acordo com o site da Italgreen, empresa italiana responsável pela construção e manutenção da superfície, o maior diferencial é o uso de um composto de material orgânico para preenchimento.

Entre os elementos naturais está a fibra de coco, que impede o aquecimento excessivo do campo artificial.

Também é a fibra de coco, a explicação para as marcas que podem ser vistas nos uniformes dos jogadores em alguns jogos no estádio.

Quando molhada, a fibra de coco acaba se tornando menos sólida, podendo ficar com a mesma aparência de terra. Assim, quando os jogadores caem ou dão carrinhos no gramado, ficam sujos como se estivessem em um gramado natural.