“Que atirem a primeira pedra”. Foi assim que Oswaldo de Oliveira começou a entrevista coletiva desta quinta-feira, no Maracanã, após o empate por 1 a 1 entre Fluminense e Santos pelo Campeonato Brasileiro.
O técnico explicou diante da imprensa a grande polêmica da noite, que teve xingamentos de Paulo Henrique Ganso, que chamou o treinador de “burro pra ca...”, antes de ouvir de volta “Vagabundo” de Oswaldo.
Segundo Oswaldo, a paz está selada com o camisa 10 do Fluminense. “Às vezes os ânimos passam dos limites, como acabou acontecendo hoje. De antemão quero dizer que está tudo resolvido Entre mim e o jogador está tudo certo. Natural que numa circunstância adversa do jogo haja desentendimento. Só que eu não desrespeito ninguém. Não desrespeito principalmente nenhum superior meu. Respeito hierarquia”.
“Eu tomei iniciativa na frente de todo mundo. Dei abraço nele. E ele aceitou, claro”, completou Oswaldo.
Xingado constantemente pela torcida durante o empate, Oswaldo foi hostilizado por fãs revoltados do Fluminense. O técnico respondeu mostrando o dedo do meio antes de entrar no túnel dos vestiários.
“A hostilidade ali passou do limite e eu respondi entrando no vestiário porque é inadmissível, o Fluminense fazendo a melhor partida dele do campeonato, com dois a menos, perdendo gol da vitória com Allan no finalzinho, que esse tipo de coisa aconteça”, explicou.
“Mas estou preparadíssimo para isso, vou fazer 44 anos de carreira. Já passei por muita coisa no futebol. O futebol tem momentos hostis, que a gente toma atitude e resolve. Não é a primeira vez que acontece, espero que seja a última. Mas vou sempre dar resposta que acho devida no momento certo”, concluiu.
