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Brasil perde para Peru com gol no fim e fecha data Fifa sem vitória

Na reedição da final da Copa América, o Peru venceu o Brasil por 1 a 0, com gol de Luis Abram, no Memorial Coliseum, em Los Angeles (EUA), estádio que se prepara para receber as Olimpíadas de 2028 - o gramado, entretanto, estava com marcações de futebol americano por ser a casa da USC - Universidade do Sul da Califórnia.

Essa foi a 5ª vitória da seleção peruana sobre os brasileiros na história. A última havia sido em 2016, em partida que tirou a seleção da Copa América Centenário e fechou o ciclo de Dunga no comando do time. Em duas partidas na Data Fifa, o time brasileiro empatou um jogo e perdeu o outro.

Neymar, que jogou os 90 minutos na partida contra a Colômbia, na última sexta-feira, começou o jogo no banco de reservas. O camisa 10 entrou em campo com 18 do segundo tempo para fazer sua 99ª aparição pela seleção.

Com maioria peruana no estádio, que teve 32.287 presentes, a equipe de Tite tentou ditar o ritmo da partida, mas sem muito sucesso. Apesar dos erros, foi o Brasil quem criou as melhores chances do jogo, perdendo dois gols que não devem ser perdidos.

A 3ª derrota de Tite

Com esse revés, Tite chega ao seu terceiro resultado negativo no comando da seleção.

Antes, o time havia perdido apenas para a Argentina, por 1 a 0, em amistoso em 2017, e para a Bélgica, no jogo que eliminou o Brasil da Copa do Mundo de 2018, por 2 a 1.

Agora, Tite soma 33 vitórias, 8 empates e 3 derrotas no comando da seleção.

O jogo

O começo da partida era lá e cá, com as duas equipes chegando com perigo.

Com 19 minutos, David Neres recebeu de Firmino, driblou o goleiro Gallese e perdeu um gol feito. Quando o brasileiro tinha tudo para fazer o gol de abertura da partida, Advíncula deu um carrinho certeiro, na pequena área, e desarmou o atacante. Inacreditável.

Ederson foi testado na sequência, com o Peru chegando duas vezes em dois minutos. O goleiro foi sólido e não deu chances ao azar.

Finalmente, o Brasil começou a realmente dominar a partida, criando boas chances com Richarlison (quatro vezes), Neres e Casemiro. Os dois últimos, inclusive, se chocaram na reta final da primeira etapa e o volante ficou com a cabeça sangrando, o que o fez jogar de touca.

A postura no começo do segundo tempo foi melhor, com grande chance já sendo criada aos 4 minutos. Richarlison, vindo de trás, achou Allan ultrapassando nas costas da zaga e deixou o volante na cara do gol. Entretanto, a hora de botar para o fundo do gol, a bola bateu no pé de Gallese.

Coutinho e Neres começaram a testar o goleiro e chutar mais, exigindo seguidas defesas do goleiro peruano.

Neymar entrou e trouxe ânimo das arquibancadas. Inicialmente, se movimentou bastante e a seleção tentou criar mais, mas seguia pecando no último passe. Com o camisa 10, vieram ao campo também Fabinho e Lucas Paquetá. Saíram Casemiro, David Neres e Roberto Firmino.

Poucos minutos depois, Vinícius Jr foi chamado por Tite e fez sua primeira partida pela seleção profissional, entrando no lugar de Richarlison, que era o melhor em campo. Ele foi o primeiro jogador nascido depois de 2000 a atuar pelo time.

A dupla Neymar-Vinícius fez sua primeira trama após um minuto juntos em campo, com o ponta do Real Madrid achando o do PSG pelo meio. O atacante tentou drible e caiu na grande área após dividida, mas nada foi marcado.

Com 38, a troca foi de Coutinho por Bruno Henrique, para tentar dar mais velocidade ao time na reta final.

No lance seguinte, veio a ducha de água fria. Yotún cobrou falta da intermediária direita e Luis Abram desviou para o fundo do gol. Ederson saiu mal, tentou tirar a bola e não achou nada.

O Brasil ainda tentou uma última pressão, e Paquetá e Vinícius Jr criaram chances, mas os chutes, de dentro da área, não tiveram direção.