Responsável pela frase "estamos criando um monstro" há 9 anos, quando era técnico do Atlético-GO, em uma partida contra o Santos de Neymar, Renê Simões falou sobre o camisa 10 da seleção brasileira.
"Em 2010, eu estava falando de um artista que tinha de ser cuidado. É infinito o que ele pode fazer. Então eu lamento tremendamente que alguém não esteja orientando este menino da forma que deveria. Para o Brasil, é muito ruim, porque a gente perde um talento", disse Simões, ao Fox Sports.
Na avaliação do ex-técnico, Neymar também errou ao tentar forçar sua saída do Paris Saint-Germain.
"A qualidade do seu produto tem de ser de acordo com a sua marca. Neymar Júnior é uma marca, e esta marca tem de ser cuidada. Se você não cuida desta marca, você acaba com o que está acontecendo agora. Há três meses, em um grupo de jornalistas, eu disse: 'O Neymar cometeu um grande desatino quando disse que não jogaria mais no Paris Saint-Germain'. Porque não é o PSG!", analisou.
"Por trás do PSG, tem 'só' o Emir do Qatar. Tem o fundo do Qatar. Você não diz para um cara poderoso como ele: 'Eu não te quero'. Para qualquer clube, R$ 1 bilhão é muito dinheiro; para o Emir do Qatar, R$ 1 bilhão é absolutamente insignificante. Não dá para a gente começar a pensar. Então não duvide, talvez, de ele nem jogar. Você tem de ter cuidado, entender que é uma marca. Alguém tem de estar por trás e dizer: 'Não fale isso, não apareça na fase de recuperação em determinadas situações'. Ele é uma marca, e se não cuida desta marca, o preço é muito grande. É lamentável", completou.
