Após a entrevista coletiva da tarde desta quinta-feira, cinco membros da Mancha Alvi Verde, principal torcida organizada do Palmeiras, se reuniram com o diretor de futebol da equipe, Alexandre Mattos.
Depois da conversa a portas fechadas, na Academia de Futebol, o presidente da uniformizada, André Guerra, demonstrou tom pessimista e manteve as fortes críticas feitas contra o cartola na última quarta-feira.
"Falamos com o Mattos. Mas não mudou nada. A gente pede a demissão dele ainda, porque ele confessou que errou. E, já que ele errou, alguma mudança tem que acontecer", afirmou.
Guerra salientou que a torcida segue apoiando Felipão, mas colocou a eliminação na Libertadores para o Grêmio, na última terça-feira, nas costas do técnico.
"Esse ano não deu resultados. Ele (Felipão) acabou com o jogo terça-feira, a mudança dele com o Deyverson fez com que a gente não conseguisse o empate. Mas nossa postura não mudou em nada. Esse ano foi para o vinagre por causa do planejamento deles. Eles falam muito que o Palmeiras é time do futuro, só não é o time do presente", reclamou.
Em seguida, o presidente da Mancha disparou críticas contra o planejamento de Alexandre Mattos para 2019.
"Você paga R$ 25 milhões em Carlos Eduardo para ficar no banco, paga em Arthur Cabral, que nem joga, alguma coisa está errada. Quem tem que explicar são eles, não eu", bradou.
"Eu vi ele falando que faz contrato de quatro anos com o jogador, mas de repente ele só vai render no 5º ano... Se você render só no 5º ano no seu emprego, a ESPN vai esperar você por quatro anos? Só aqui é assim", desabafou, após ser questionado pela reportagem da ESPN sobre o tema.
"A gente vai apoiar durante os 90 minutos, mas alguma coisa tem que acontecer dentro do Palmeiras. Não pode ter R$ 700 milhões de faturamento e ter um time pior que o do Corinthians, que está falido, do São Paulo, do Flamengo. A gente paga ingresso caro, o patrocinador investe, então tem que disputar título. Não dá para aceitar desempenho igual ao desse ano", prosseguiu.
"O desempenho (de 2019) é pífio. A imprensa já analisou os erros desse ano, e eles não podem se repetir no ano que vem. A gente queria que esse ano fosse diferente", continuou.
"Sinto que não vai mudar muita coisa, não. A gente vai continuar apoiando durante os 90 minutos, mas nossa cobrança vai continuar existindo. Não dá para trazer quatro, cinco jogadores, gastar o dinheiro que gastou, e não ter um titular. O centroavante titular chegou há 15 dias! O Palmeiras, pela estrutura financeira que tem, o centroavante ter chegado há 15 dias, um mês, é inadmissível", finalizou.
