<
>

Mattos responde Casagrande: 'Palmeiras não é antipático, arrogante ou dono da verdade'

Em coletiva organizada nesta quinta-feira, o diretor de futebol do Palmeiras, Alexandre Mattos, respondeu as críticas feitas por Walter Casagrande Jr, comentarista da TV Globo, ao clube alviverde.

Na última quarta-feira, após a eliminação alviverde na Libertadores para o Grêmio, Casagrande afirmou que o Verdão estava se tornando um clube "antipático".

"Nos últimos tempos, quando começou esse projeto, o Palmeiras fez uma coisa que é péssima para qualquer tipo de trabalho: se tornar antipático. O time do Palmeiras se tornou antipático para o Brasil todo pela prepotência, arrogância e soberba que vêm desde cima", afirmou.

"Da presidente do patrocínio, do presidente do Palmeiras, do gerente de futebol, passa pelo treinador e chega ao campo na figura do Felipe Melo. Prepotência, arrogância e soberba. Eles falam coisas antes de acontecer, fazem descaso de outros times, fazem descaso de campeonatos, como o presidente falou: 'Não queremos o Paulistinha'. Agora faz falta o Paulistinha.... Se tornou antipático", completou.

Mattos, por sua vez, refutou esta tese.

"O Casagrande citou que o Palmeiras é uma equipe muito antipática. Eu respeito muito, porque ninguém que trabalha num dos principais veículos do mundo por tanto tempo sem ser competente. Além disso, ele é exemplo para muitas pessoas que passagem por problemas terríveis e se espelham nele. Mas, para falar isso, tem que ter conhecimento", iniciou.

"Para dizer que o Felipão é chato, antipático, precisa conhecer o Felipão. Conhecer o Mattos, conhecer a patrocinadora (Leila Pereira), que é de uma humildade impressionante pelo império que construiu, conhecer o presidente (Maurício Galiotte), conhecer o Cícero (Souza, gerente de futebol), a história do Cícero, para falar se ele é chato ou gente boa", acrescentou.

Em seguida, ele lembrou da festa de aniversário de 105 anos do Palmeiras, realizada na última segunda-feira, que contou com a presença de vários dirigentes de outros clubes, como Leco, do São Paulo, José Carlos Peres, do Santos, Alexandre Campello, do Vasco, e Mário Celso Petraglia, do Athletico-PR, além de cartolas da CBF e até da Federação Paulista.

"É só pegar quantos dirigentes, representantes e diretores estavam na festa do Palmeiras. Estou no futebol há muitos anos e nunca tinha visto. Havia uma quantidade absurda de pessoas que pegaram avião para vir ao aniversário do Palmeiras", salientou.

"Se o Palmeiras tem algum ponto que pode ser melhorado, vamos melhorar. O Palmeiras não é cabeça dura, nem antipático, nem arrogante de falar que é dono da verdade", finalizou.