Um time histórico próximo da falência. O Bolton Wanderers, com 145 anos de fundação e que em 2011/12 estava na Premier League, tem até esta terça-feira, às 13h (hora de Brasília), para recuperar a venda do clube, que foi interrompida no fim de semana. Caso contrário, a equipe entrará em falência.
Paul Appleton, administrador do Bolton, publicou uma declaração em que explica a não venda do clube e as dificuldades para conseguir tal ação.
“Em 24 horas, o Bolton terá sua permissão de membro da Federação Inglesa revogada. Com a expulsão, serão mais de 150 empregos perdidos e a tristeza de uma comunidade em que o futebol se tornou símbolo de expectativa e esperança”.
Como isso ocorreu?
Em grave crise financeira, o clube passou a dar sucessivos calotes em contratações de atletas e viu outras equipes entrarem na Justiça para receber o dinheiro devido.
Além disso, ocorreram outros vexames, como a perda do alvará de funcionamento de estádio e uma greve de jogadores por salários atrasados - um jogo contra o Brentford foi até cancelado, já que o elenco se recusou a entrar em campo enquanto os pagamentos não fossem feitos, o que nunca aconteceu.
Não à toa, o Bolton terminou em 23º lugar na temporada 2018/19 da Championship e foi rebaixado para a 3ª divisão, chamada de League One.
Mas o fundo do poço ainda não havia sido alcançado, e, em maio deste ano, o clube entrou em recuperação judicial, por conta de uma dívida de 1,2 milhão de libras (R$ 5,89 milhões) não paga. O clube ainda está proibido de contratar jogadores.
Em 17 de julho, os atletas da equipe divulgaram comunicado dizendo que não recebiam o salário há 20 semanas, que o centro de treinamento não tinha água potável para beber e nem água quente para tomar banho e que o dono do clube, Ken Anderson, sequer dava notícias se estava tomando alguma providência.
