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Coreanos vão à Justiça por amistoso que Ronaldo não jogou e viu 'homenagem' de brasileiro após gol

Torcedores da Coreia do Sul estão tomando medidas legais para buscar compensação pela "angústia mental" causada depois que Cristiano Ronaldo não jogou na partida de pré-temporada da Juventus, em 26 de julho, na cidade de Seul. O jogo ficou marcado pela comemoração do brasileiro Cesinha, que marcou e imitou CR7, que viu, do banco, com cara de poucos amigos, a celebração / homenagem.

Havia um contrato assinado para que o português jogasse pelo menos 45 minutos nos 3 a 3 contra o K-League All Stars, segundo a The Fasta Inc. - organizadora do evento. O problema nisso tudo se deu por que Cristiano Ronaldo não entrou na partida, que tinha o estádio completamente lotado.

Uma "comunidade online" foi formada no portal Naver, da Coreia do Sul, para protestar contra a não-participação de Ronaldo, e dois membros entraram em contato com o advogado Kim Min-Ki para entrar com uma ação contra os organizadores da partida.

"Muitos compraram ingressos para ver Ronaldo. A The Fasta divulgou que a empresa tinha um acordo com a Juventus, que estipulava que Ronaldo jogaria por pelo menos 45 minutos e que ainda faria uma sessão de autógrafos", disse o advogado.

Até o momento, nem a Juventus, nem a The Fasta se pronunciaram sobre o caso.

O processo pede uma indenização de 70.000 won (cerca de R$ 225) por ingresso, 1.000 won (R$ 3,21) pela comissão de ingresso e 1.000.000 won (R$ 3.210) cada pela tal da angústia mental.

"Normalmente, em tais casos, os reclamantes serão reembolsados pelo preço dos ingressos, mas coloquei isso sob um caso especial, já que a empresa - por meio de propaganda enganosa - se aproveitou dos fãs dele [Ronaldo]", disse Kim.

"Por enquanto, temos dois clientes que processaram a empresa, mas recebi muitas ligações hoje e presumo que haverá mais de 60 mil."

"Quanto à parte da angústia mental, eu gostaria de dizer que alguns deles são fãs ferrenhos - eles vivem para isso. Então, para eles, é muito doloroso ter Ronaldo ali por perto e não poderem fazer nada."

O CEO da Fasta, Robin Chang, disse à emissora local SBS que o contrato estipulava que Ronaldo jogasse, pelo menos, 45 minutos. Ela disse que descobriu que Cristiano não entraria na partida aos 10 minutos do segundo tempo.

"Quando fui discutir com o [Pavel] Nedved, vice-presidente da Juventus, tudo o que ele disse foi: 'Eu também quero que ele jogue, mas ele não quer. Desculpe, não há nada que eu possa fazer'."

A Fasta divulgou um comunicado oficial no sábado, no qual afirmou que a Juventus não cumpriu os termos do contrato. A K-League, entidade que controla o futebol profissional da Coréia do Sul, disse na terça-feira que enviou uma carta de protesto à Juventus por violar o contrato.