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Bahia diz que teve aval da CBF e nega irregularidade em inscrição de jogadores no Brasileiro

Após polêmica com inscrição de jogadores, o Bahia negou ter registrado mais jogadores de outros times da Série A do que é permitido pelo regulamento. O time contratou sete atletas durante a pausa para a Copa América, e, entre eles, seis tinham vínculo com outras equipes.

De acordo com o artigo 11 do capítulo III do regulamento do campeonato, todos os clubes podem receber no máximo cinco atletas vindos de outros clubes da primeira divisão do Campeonato Brasileiro após o início da competição. Portanto, o time teria inscrito um jogador a mais que o permitido.

A defesa do Bahia é que dois destes contratados (Lucca, emprestado pelo Corinthians, e Wanderson, contratato em definitivo junto ao Athletico Paranaense) não estavam inscritos na competição por seus clubes e atuavam no exterior - Lucca no Al-Rayyan, do Catar, e Wanderson no Shimizu S-Pulse, do Japão.

Em entrevista a rádio do clube, o presidente, Guilherme Bellintani, afirmou que a diretoria está calma quanto ao caso: "Para deixar a torcida tranquila, a gente consultou a CBF, para ter muita segurança dos nossos passos. A CBF, oficialmente, já disse que a gente está absolutamente regular. A norma fala em cinco transferências entre clubes da Série A, mas ela tem uma lacuna, um espaço, que permite que jogadores que estejam jogando fora do Brasil, como é o caso de Lucca e Wanderson, não sejam contabilizados para efeito desses cinco atletas".

"Tanto Lucca como Wanderson jamais tinham sido inscritos no Campeonato Brasileiro pelos seus clubes respectivos, jamais estiveram aptos a jogar, não estavam nem no Brasil. Justamente por isso, eles não são contabilizados para efeito dessa norma. Então o Bahia está bem tranquilo", finalizou.

Os outros quatro contratados realmente estavam inscritos e participaram, mesmo que no banco de reservas, de partidas do campeonato. São eles: Marllon (Corinthians), Guerra (Palmeiras), Juninho (Palmeiras) e Ronaldo (Flamengo).

O problema aconteceria por conta da inscrição e utilização de Ronaldo pela equipe. O volante vindo do Rio de Janeiro foi o último a ser inscrito pelo time no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF, no dia 19 de julho às 14:51, 11 minutos depois de Lucca.

O Bahia perderia quatro pontos por conta da utilização do jogador na partida contra o Cruzeiro no último sábado. Isso porque, segundo o Código Brasileiro de Justiça (CBJD), a punição ao time que quebrar essa regra é a perda de três pontos, além da pontuação que conquistar nas partidas que o jogador disputar - que, no caso, seria apenas um ponto do empate na Arena Fonte Nova.

Nota Oficial do Bahia

"O Esporte Clube Bahia vem a público refutar a notícia de suposto descumprimento do Art. 11/Parágrafo único do regulamento específico do Campeonato Brasileiro 2019. Consultada, a CBF confirmou ao clube a inexistência de irregularidade na situação. Diz o dispositivo: 'Uma vez iniciado o Campeonato, cada clube poderá receber até 5 (cinco) atletas transferidos de outros clubes da Série A; de um mesmo clube da Série A, somente poderá receber até 3 (três) atletas.' Os atletas que estavam atuando por outros clubes brasileiros e vieram ao Bahia após o início da competição são o volante Ronaldo (Flamengo), o meia Guerra (Palmeiras) e os zagueiros Marllon (Corinthians) e Juninho (Palmeiras).

Já o atacante Lucca e o zagueiro Wanderson estavam atuando no exterior antes do início do Brasileirão, jamais estando em atividade ou em condições de jogo por seus clubes nacionais. Não faziam parte da competição, não foram inscritos e nem tiveram condição de jogo nesta temporada por Corinthians ou Athletico, seus clubes de origem até irem jogar no Catar e no Japão. Desta forma, as reativações de seus contratos no Brasil antes do acerto com o Bahia se deram meramente para cumprimento das normas de transferências internacionais, não estando eles – em tempo algum – aptos a jogar por outro clube no Campeonato Brasileiro 2019, senão pelo próprio Bahia.

A inscrição dos atletas obedeceu às normas previstas pela competição, havendo inclusive referência de diversos casos equivalentes validados pela própria Confederação Brasileira de Futebol, sem eventuais irregularidades"