Cruzeiro enfrenta o River Plate em Buenos Aires, onde não se dá mal desde gol de pai de Higuaín

Para a felicidade do torcedor do Cruzeiro, seu time tem um retrospécto animador no Monumental de Nuñes, estádio do River Plate.

Na noite dessa terça-feira, os times se enfrentam em Buenos Aires pela partida de ida das oitavas de final da Copa Libertadores. E se a história recente se repetir, os mineiros voltarão com vantagem para a partida de volta, em Belo Horizonte.

A última vez que os cruzeirenses sairam do Monumental tristes foi em 1991. No caso, o River se deu melhor naquela noite de 13 de novembro, pela partida de ida da final da Supercopa da Libertadores.

Venceram por 2 a 0, com gols dos dois zagueiros do time: Gulhermo Rivarola e Jorge Higuaín (aos 44 do segundo tempo), pai de Gonzalo, atacante que joga pela Juventus e já defendeu o River.

O curioso é que, apesar da derrota, a recordação cruzeirense também é boa nesse caso. Na partida de volta, no Mineirão, o time comandado por Ênio Andrade venceu por 3 a 0, com gols de Ademir e Mário Tilico, duas vezes. Com o resultado, os brasileiros levantaram o troféu pela primeira vez.

Derrota feliz

No ano seguinte, os dois times se enfrentaram novamente pela Supercopa da Libertadores, mas nas quartas de final.

Após um 2 a 0 na ida, os cruzeirenses perderam no Monumental de Nuñez pelo mesmo placar, mas fizeram a festa no gramado argentino após vencer a disputa de pênaltis por 5 a 4.

Nas próximas fases, os mineiros eliminaram Olimpia (PAR) e Racing (CRU), conquistando o bicampeonato.

Monumental de Cruzeiro

Depois dessas duas derrotas (que não implicaram em eliminações), o Cruzeiro começou a ganhar na Argentina.

Em 1998, os dois se enfrentaram pelas quartas da Copa Mercosul. Na ida, em Buenos Aires, o Cruzeiro venceu por 2 a 1, gols de Marcelo Ramos e Fábio Junior. O gol dos mandantes foi marcado por Marcelo Gallardo, atual treindor do River. O Cruzeiro só caiu na final, para o Palmeiras.

No ano seguinte, o novo duelo em Buenos Aires valeu por dois: tanto pela primeira fase da Copa Mercosul de 99 quanto pela volta da Recopa Sul-Americana de 98. Ou seja, o 3 a 0 cruzeirense valeu em dobro. Os gols foram marcados por Geovanni, Marcelo Ramos e Gustavo. Após o apito final, mais um título conquistado no Monumental.

O último encontro foi em 2015, e apesar da vitória do Cruzeiro em Buenos Aires, os torcedores não têm boas memórias. Na ida das quartas da Libertadores de 2015, Marquinhos fez o dele e garantiu vitória por 1 a 0. Entretanto, na volta, os argentinos venceram no Mineirão por 3 a 0, gols de Carlos Sánchez, Jonathan Maidana e Téo Gutiérrez, e seguiram seu caminho rumo ao título continental.