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Neymar 'some' do PSG pelo Barcelona? Como rebeldia se tornou padrão para o clube espanhol

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O Barcelona é um clube acostumado a fazer grandes contratações: Coutinho em 2018, Dembélé em 2017, Arda Turan em 2015, Luis Suárez em 2014 e, possivelmente, Neymar em 2019. Mas algo com o qual os catalães também se acostumaram foi uma boa dose de drama nas negociações.

Não é mais tão incomum assim a “rebeldia” de um jogador desejado pelo time de Messi e se acumulam casos de atletas saindo queimados do ex-clube.

O próprio Neymar, por exemplo, ainda não se reapresentou ao PSG, mesmo que a data estipulada pela equipe parisiense tenha sido a última segunda-feira, dia 8. E o clube prometeu tomar “as ações devidas”.

Dirigente do clube, o brasileiro Leonardo disse em entrevista que ligou para Neymar e ouviu que ele não quer continuar no Paris Saint-Germain, mesmo tendo contrato vigente.

Só nos últimos anos, é possível lembrar pelo menos mais quatro casos semelhantes:

Griezmann

Griezmann é outro “rebelde” que fechou com o Barcelona.

Mas o francês não estava treinando no Atlético de Madrid, clube com o qual tinha contrato e multa rescisória de 120 milhões de euros (cerca de R$ 507 milhões). A reapresentação do elenco de Diego Simeone foi no último domingo, dia 7, e o atacante não apareceu.

A equipe da capital espanhola, inclusive, divulgou uma nota oficial detonando as atitudes do Barcelona e afirmando ter descoberto negociações existentes desde fevereiro.

“O Atlético de Madrid quer expressar sua mais enérgica repulsa pelo comportamento de ambos, em especial do Fútbol Club Barcelona, por ter induzido o jogador a romper com seu vínculo contratual com o Atlético de Madrid em um momento da temporada onde o clube estava jogando, não só as eliminatórias da Champions League contra a Juventus, como o título de LaLiga contra o próprio Barcelona”, disse o comunicado.

Coutinho

Philippe Coutinho também foi seduzido pelo Barcelona no meio de 2017 e pediu à diretoria do Liverpool para sair. Sua requisição, entretanto, foi negada diversas vezes pelos ingleses – mesmo com propostas gigantescas dos catalães.

O brasileiro, então, afirmou ter lesionado suas costas e perdeu jogos e treinamentos na Inglaterra. Contudo, causou polêmica ao voar para defender a seleção brasileira na mesma época, atuar normalmente e até fazer um gol diante do Equador.

O Liverpool resistiu à pressão do clube e do jogador, mantendo Coutinho por mais seis meses. Mas em janeiro de 2018, a vontade do brasileiro falou mais alto e os ingleses se viram quase obrigados a vender o descontente atleta, que nem viajou com os Reds para compromissos em Dubai no início do ano.

Houve até um suposto anúncio da Nike no primeiro dia da janela de transferências com camisas de Coutinho no Barcelona à venda, quando a negociação ainda não estava concretizada.

Dembélé

Antes de Coutinho, caso semelhante ocorreu com Ousmane Dembélé.

O francês, à época com 20 anos, acertou suas bases salariais com o Barcelona, mas viu seu então empregador – o Borussia Dortmund – dificultar muito a negociação com os interessados catalães.

Dembélé decidiu então dar uma força, faltando a treinos do clube alemão e simplesmente sumindo, ficando inacessível à diretoria.

Diante da rebeldia, o Borussia Dortmund vendeu o jogador por cerca de 113 milhões de euros.

Rabiot

Revelado pelo PSG, o jovem Rabiot tinha tudo para se tornar um ídolo no clube parisiense... Até que ele começou a considerar outras oportunidades.

O meio-campista era visto como um bom reforço no Barcelona e sua mãe-empresária, Veronique Rabiot, teve várias reuniões na Catalunha. Mas o PSG, bilionário, não aceitou nenhuma proposta vinda da Espanha.

O atleta, na época com 23 anos, decidiu então anunciar publicamente que não renovaria seu contrato com o PSG, que ainda duraria mais seis meses. Desde então, ele foi retirado do time titular e virou reserva.

Tudo piorou quando Rabiot foi flagrado numa boate logo após a eliminação de seu clube da Champions League. A atitude virou punição e comunicado oficial em Paris.

“É inaceitável a atitude e falta de profissionalismo de um jogador como Adrian Rabiot em relação ao clube, seus companheiros e torcedores. Lembre-se que até 30 de junho de 2019 ele faz parte do nosso elenco”, declarou o dirigente Antero Henrique.

Acabou que o Barcelona preferiu ir em direção à Holanda e contratar outro meio-campista: Frenkie de Jong. Rabiot assinou, então, com a Juventus.