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Bahia mantém base, se reforça na parada da Copa América e brigará por títulos, garante presidente

Campeão baiano, oitavo colocado no Brasileirão - à frente de clubes como Corinthians, São Paulo e Grêmio - e vivo na Copa do Brasil (o único entre os times que ingressaram ao torneio na primeira fase).

Sete reforços chegando para a temporada.

O Bahia vê balanço positivo em 2019, surpreende os grandes clubes do cenário nacional e a crítica esportiva, mas não o presidente Guilherme Bellintani.

Em entrevista exclusiva ao ESPN.com.br, o cartola de 42 anos contou um pouco do projeto que administra no Tricolor. Para reforçar a transparência da gestão, o Bahia criou o mecanismo de transparência que deixa claro aos torcedores e interessados todos os gastos e recebimentos do clube, seja com contratações, reformas, vendas, arrecadação com ingressos e afins.

Transparência e reforços

“No olhar do torcedor, do sócio, para o clube, ele tem a sensação de fiscalização sobre o dia-a-dia, inclusive financeiro, do clube (…) e quando o dirigente se sente assim, ele fica mais rigoroso com o seus atos, pensa duas, três vezes antes de tomar uma decisão pois ela terá que ser comunicada.” afirmou o presidente.

Mais estruturado, e mais saudável financeiramente do que no começo da década, o clube consegue também reforçar o elenco. Na parada para a Copa América, o Bahia trouxe por empréstimo o zagueiro Juninho e o meia Guerra, do Palmeiras, o zagueiro Marllon e o atacante Lucca do Corinthians, além do jovem volante Ronaldo, do Flamengo. Chegaram também o lateral-esquerdo Giovanni, após rescisão com a Ponte Preta, e o zagueiro Wanderson, comprado por R$1,7 milhão junto ao Athletico Paranaense.

Sobre os sete reforços que chegaram ao time do técnico Roger Machado, o presidente justificou: “Temos a noção de que não adianta ter um bom time em campo, e não ter, no banco, uma quantidade e qualidade suficiente para sustentar momentos mais difíceis". Ainda adicionou que mais uma ou duas contratações podem estar a caminho da Fonte Nova.

Títulos

Contra o Grêmio, pela Copa do Brasil, o time empatou fora de casa por 1 a 1, com gol de Gilberto, nesta quarta-feira (10). O único entre os que iniciaram o torneio na primeira fase a se classificar às quartas de final. Estando lá, o presidente fez questão de expor seus planos ousados: “Vamos jogar para buscar o título, se vier vai ser ótimo, se não vier, vamos ser competitivos (…) já que chegamos até aqui, prioridade também para Copa do Brasil.”

Apesar disso, Bellintani preferiu não colocar a competição mata-mata, que tem como prêmio ao campeão o valor de R$67,3 milhões, acima do Campeonato Brasileiro. “Temos como objetivo do ano terminar entre os dez primeiros. (…) Não podemos nos dar ao luxo (de poupar). É um campeonato muito difícil. Vamos intensos nas duas”. O clube ocupa, hoje, a oitava colocação, na frente de Corinthians, São Paulo, Grêmio e outros dos grandes do país.

Entre os grandes

Ao final, o presidente do Bahia resumiu suas pretensões a médio prazo com o clube. Separou os clubes brasileiros em ‘três blocos’. O primeiro, com clubes de poder aquisitivo “altíssimo" como Palmeiras, Flamengo, Corinthians, Grêmio, Inter, e outros. Um ‘bloco médio’, com times de orçamento na faixa dos R$ 200 milhões anuais, como Fluminense, Botafogo, Athletico-PR, Santos, entre outros.

No terceiro bloco, colocou Chapecoense, Ceará, Avaí, e outros. O Bahia estaria na transição para estar entre os últimos do segundo bloco. Para o presidente: “Passa a entrar nesse bloco, atrás dos outros, mas se descolando do ‘último’.” Competindo com esses clubes por ter 'orçamento disponível’ comparado aos deles, com dívidas menores, apesar da entrada de receita menor.

Como tem gerado resultado até o momento, em 2019, o Bahia se coloca como um oponente aos grandes, um time que pode tirar pontos das equipes dos ‘blocos acima’. “Conseguir figurar entre os dez orçamentos do futebol brasileiro e transformar isso em competitividade. Transformar isso em alegria para nossa torcida, melhor participação nos campeonatos e solidez na permanência da Série A.”