Na próxima quinta-feira, Cruzeiro e Atlético-MG iniciam a decisão da Copa do Brasil, com primeiro duelo no Mineirão e o segundo no Independência. E a equipe celeste vai para o confronto com grandes problemas financeiros e salários atrasados.
Quem confirmou a informação foi o novo diretor de comunicação do clube, Valdir Barbosa, em entrevista a Rádio 98FM. Ele garantiu que tudo caminha para ficar quitado, mas neste momento há um atraso para os atletas.
“Com relação ao futebol, jogadores e comissão técnica, a coisa tem sido bem tranquila. Os salários estão praticamente em dia”, disse Barbosa e prontamente foi questionado o que seria “praticamente em dia”. Ele seguiu. “Às vezes paga com um certo atraso, mas está caminhando para ficar zerado. Creio que em 10 dias, no máximo, tenha grande possibilidade de ficar tudo quitado”, acrescentou.
As últimas vendas realizadas pelo Cruzeiro, Raniel e Murilo, jovens promessas, foram para pagar salários. A situação tinha sido adiantada pela Gazeta Esportiva e confirmada por Valdir na entrevista.
“E os jogadores tem entendido a situação. O que não pode é deixar dois meses, três meses. Isso não existe. Eu vejo a correria do presidente (Wagner Pires de Sá), do Itair (Machado, vice-presidente de futebol), para fazer as negociações. Agora vendeu o Raniel (ao São Paulo), o Murilo ao Lokomotiv (da Rússia). As coisas vão se encaixando”, completou.
Diante de altas premiações que a Copa do Brasil passou a distribuir desde a última edição – conquistada pelo Cruzeiro, inclusive – a Raposa agora conta com a premiação para “normalizar” a situação.
“A coisa mais importante para o Cruzeiro agora seriam os resultados contra o Atlético e também contra o River Plate. Isso nos daria uma condição bem mais tranquila de chegar ao fim do ano sem muitos problemas. Os jogadores compreendem a situação, eles confiam na diretoria. A coisa está indo bem, se o Cruzeiro passa, então, em uma dessas decisões, principalmente contra o Atlético, a normalidade volta com certeza”, finalizou.
Alguma normalidade era tudo que o torcedor cruzeirense queria, parar de ver sua agremiação nas páginas policiais e discutir apenas sobre o futebol. Mas há quase dois meses só se fala nas denuncias de corrupção da atual diretoria, negociações e contratos ilegais, dívidas acumulando e crescendo. Junto com isso, dentro de campo o trabalho do técnico Mano Menezes perdeu qualidade e a equipe parou de vencer, com um jejum de nove partidas.
