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Mágico por trás da carta de Cueva prepara truque para final: 'Temos uma superstição secreta'

Não foi só a grande atuação do Peru diante do Chile que repercutiu na Arena do Grêmio na última quinta-feira. Um detalhe que parecia quase imperceptível também ganhou destaque, pela curiosidade que despertou. Um oito de ouros.

A carta de baralho estava dentro do meião de Christian Cueva durante o triunfo por 3 a 0 pela semifinal da Copa América. Questionado pela imprensa sobre o motivo do objeto naquele local, o meia ironizou e disse que tinha jogado poker na noite anterior.

Mas este não era o motivo. E, na verdade, não se tratava de algo novo para o atleta do Santos.

“Antes de uma partida contra a Argentina em Lima, eu dei a carta dez a ele, porque jogava com a dez, disse para colocar na meia para dar sorte, e fez gol. A partir daí, repetimos a superstição toda vez que podemos”, contou o mágico Ernesto Nicolás Carpio Tirado Lindley, o ‘Mago Plomo’, ao ESPN.com.br.

Por que a carta? “É o principal objeto para minhas mágicas. Estou sempre com as cartas nos meus bolsos”.

Há 25 anos na profissão, o ilusionista tem um programa na televisão peruana (El Fuera de Lista) e chegou a dar seus chutes no passado.

“Mesclo a mágica e o futebol, e isso me aproximou da seleção, me faz ter uma relação boa energia com eles”, afirmou Ernesto, que ainda apontou ser próximo de outros atletas, como Paolo Guerrero, Renato Tapia, Yoshimar Yotún e Pedro Gallese.

Com Cueva, a amizade começou durante a Copa América de 2015.

“Ele deu uma entrevista para o meu programa e teve uma boa energia, nos demos conta que tínhamos amigos em comum, e ele gosta muito da mágica. A partir daí, tem vários capítulos que ele pede um truque e eu levo. Ele é muito alegre, é uma pessoa boa, tenho um carinho especial. Ele é muito autêntico”, declarou o mágico, que ganhou um presente do amigo depois do jogo em Porto Alegre. “Deu a camisa para meu filho”.

Agora conhecido na sedea da Copa América, o Mago Plomo já prepara um novo ‘truque’ para a final entre Peru e Brasil no domingo, no Maracanã. “Claro, mas isso não se diz. Temos uma superstição secreta, temos alguma coisa que não contamos”.

E não é só em Cueva que ele pensa.

“Em geral sempre tenho algo para alguns jogadores, para o grupo. Mas não é uma questão de mágica, é uma questão de boa energia, de fazer que os garotos se distraiam um pouco, se relaxem, riam.”

Mago Plomo, que já esteve na Argentina, nos Estados Unidos e na Europa, já acompanhou a seleção peruana em solo brasileiro também em uma partida pelas eliminatórias, mas nunca teve a oportunidade de estar em terras tupiniquins para shows.

No Maracanã, ele poderá apresentar seu primeiro espetáculo por aqui. O problema é que pela primeira vez a maior do seu público não aplaudiria.