Começou no Grêmio há alguns anos, tem um estilo ousado e hoje vive o clima da seleção brasileira.
A descrição se encaixa perfeitamente a Everton, mas também para Deivid Goulart Barbosa, o Bélo Barber.
O cabeleireiro de Cebolinha começou cuidando do visual de um jogador do clube gaúcho com Joílson, que defendeu o time entre 2009 e 2010. Porém, seria com Werley e Zé Roberto que sua relação com atletas tricolores ficaria mais estreita e passou a ir ao clube para deixar os boleiros no estilo.
Assim, conheceu Everton quando o hoje titular da seleção brasileira era mais jovem. “Atendo desde que ele vinha de táxi”, conta o cabeleireiro de 27 anos aos canais ESPN.
“Agora que ele parou de fazer algumas coisinhas, o cabelo está mais básico. Mas a gente conseguiu lançar bastante risco, que a galera vinha e pedia bastante. Até mesmo o Jael, com aqueles dois risquinhos, a criançada vinha no salão e direto pedia. É gratificante ver quando o trabalho está sendo reconhecido.”
Bélo Barber até manteve o contato com nomes como Arthur, que brilhou no Grêmio e hoje joga no Barcelona. O volante pediu para ele acertar seu cabelo antes da entrevista coletiva que concedeu quando o Brasil jogou em Porto Alegre. “O legal é quando dá continuidade na amizade”.
Aliás, Arthur não foi o único que deu uma ajeitada no visual na capital gaúcha. Outros atletas da equipe verde e amarela também cortaram o cabelo com Deivid. Mas ainda está faltando um.
“Minha expectativa é uma hora cortar o cabelo do Neymar. Já fui duas vezes na seleção, quando vieram ano passado para cá e este ano. Até mesmo pela lesão não consegui atender ele ainda. Uma hora acontece.”
“Dá para jogar uma fumaça e fazer um estilo ‘Belo Barber.’”
Fumaça? Isso mesmo.
Ele não é conhecido apenas por trabalhar com atletas de futebol, como também repercute nas redes sociais por características únicas: uso de luvas rosas e brincadeiras com fumaça fazem parte do repertório do cabeleireiro não muito convencional.
E se fosse jogador, qual seria?
“Cebolinha. Vai para cima, não quer saber de nada, não tem medo de arriscar. É legal demais de ver o estilo dele.”
Pito de Kannemman e Renato ‘supergente boa’
A convivência com gremistas há longa data já renderam algumas histórias a Bélo Barber. Uma delas recentemente.
“O Kannemann, esses tempos fiz o corte dele, caprichei bem. E ele ficou louco, porque fiz o pezinho na frente (contorno do cabelo), e ele ficou louco, disse que não era para fazer mais. Falou do seu jeito: ‘No, Bélo’”, conta, aos risos.
Mas nada que o fizesse perder o cliente. Muito pelo contrário.
“O atendi ontem, e ele falou: ‘"Agora, você caprichou'. Atendo ele há uns três anos, e ele falou que agora caprichou (risos). ‘Sem o pezinho fica excelente’, ele falou”, diverte-se.
O técnico do Grêmio é outro que faz Bélo Barber dar risadas.
“Meu sonho era atender o Renato Gaúcho. Faz cinco anos cuidando daquele visual, e ele diz que eu corto mal. Já são cinco anos, não sei o tanto de coisa errada que tenho feito (risos). É um cara supergente boa. Me trata superbem toda vez que vou ao Grêmio.”
