Hoje técnico da Argentina, Lionel Scaloni foi um lateral direito com limitações e que teve como melhor momento na carreira a passagem pelo Deportivo La Coruña, da Espanha, onde jogou nove temporadas e conquistou quatro títulos, entre os quais o Espanhol. Mas virou ídolo por lá, e Mauro Silva saber o motivo.
"Ele foi um dos jogadores mais determinados, com mais garra, com mais entrega em campo que eu joguei em toda a minha carreira. É verdade que ele ttinha limitações técnicas, mas supria isso com determinação, garra, posicionamento tático", disse o brasileiro para a reportagem.
Mauro Silva foi companheiro de Scaloni durante todas as temporadas em que o argentino defendeu o La Coruña. Juntos ganharam o Nacional em 1999/00.
Hoje, o brasileiro não se surpreende ao ver o amigo como técnico da Argentina e na semifinal da Copa América. Enfrentará o Brasil na próxima terça-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte. Para ele, Scaloni é um verdadeiro conhecedor do futebol.
"Ele sempre foi um jogador preocupado com aspectos táticos. Isso é muito comum na escola de futebol argentino. Por isso um dos aspectos fortes dele era a questão tática, o posicionamento, a disciplina. Não é a toa que ele fez essa transição muito rapidamente", disse Mauro Silva.
Scaloni se aposentou em 2015. Em outubro do ano seguinte foi convidado por Jorge Sampaoli, hoje treinador do Santos, para integrar a comissão técnica da Argentina. Era o responsável por analisar os adversários, preparar vídeos para a equipe estudar e conversar com os jogadores.
Naquele momento, o temor da Argentina era não classificar para a Copa do Mundo da Rússia.
Depois, foi um dos poucos que restou após a campanha pífia da seleção no Mundial. Passou da fase de grupos no sufoco e depois foi eliminada pela França, que acabou sagrando-se campeão. Alguns argentinos chegaram a chamar Scaloni de traidor (como Ricardo La Volpe) por ter decidido prosseguir.
E prosseguiu como treinador, embora nunca tivesse dirigido qualquer equipe de futebol profissional.
Como comandante da Albiceleste desde junho de 2018, ele fez oito jogos, com cinco vitórias, um empate e duas derrotas. O problema é que a campanha na Copa América, seu primeiro torneio oficial como treinador, tem deixado a desejar. Chegou-se a cogitar a demissão dele em caso de eliminação.
A partida contra a seleção brasileira será na próxima terça-feira, no Mineirão, em Belo Horizonte.
