<
>

Argentinos desaprovam trabalho de Scaloni: 'É como se aprendesse a dirigir em um carro de F-1

Lionel Scaloni ganhou os primeiros dias de tranquilidade no comando da Argentina desde que a equipe derrotou a Venezuela, na sexta-feira, e classificou-se para a semifinal da Copa América. Mas o treinador sabe que tudo pode mudar a partir de terça, quando enfrentará a seleção brasileira, em Belo Horizonte.

A paz que respira agora é circunstancial. O desempenho argentino ainda evoca questionamentos e dúvidas. Foram duas vitórias, um empate e uma derrota no torneio. Em nenhuma das partidas do torneio, a equipe conseguiu convencer e o emprego dele também corre risco.

"Ele não deveria ser o comandante da Argentina. Embora a seleção esteja mais ou menos na Copa, ele não está ao nível de uma seleção como Argentina. Não tem experiência e a equipe não mostra o trabalho do treinador. Mexe mal durante o jogo e não tem uma jogada trabalhada", disse Diego Cora, da ESPN Deportes.

"Scaloni dirigir a Argentina é como se ele aprendesse a dirigir com um carro de F-1", completou.

Para Cora, a escolha de um profissional que jamais havia tido qualquer experiência como técnico --ele se aposentou com jogador em 2015 e em 2016 começou a trabalhar com Jorge Sampaoli na comissão técnica da Argentina. Acabou ficando com o cargo de técnico após a Copa do Mundo do ano passado.

"O presidente da AFA escolheu Scaloni diante da negativa de nomes como Simeone, Pochettino, Gallardo e outros. Ninguém quer trabalhar com essa diretoria da AFA e o assistente de Sampaoli aproveitou a oportunidade que apareceu", disse Cora.

"Foi uma aposta complicada e a AFA admitiu isso ao contratar Cesar Menotti como diretor desportivo da seleção para servir como um escudo protetor. Se essa seleção ganhar a Copa América será meramente casual. Não fizeram um planejamento para isso", completou para a reportagem.

Já Hernan Clauss, do diário "Olé", acredita que Scaloni pode mudar toda essa desconfiança a partir da próxima terça-feira.

"Ele pode prosseguir na equipe com confiança e tempo para trabalhar se vencer o Brasil e sagrar-se campeão da Copa Amérca. A seleção não ganha nada há 26 anos. Voltar a ganhar daria condições para que ele pudesse continuar com o projeto dele", disse.

O Brasil é o adversário da semifinal. O jogo será no Mineirão, em Belo Horizonte, na terça-feira, às 21h30 (de Brasília).