A decisão que muita gente esperava acontecerá um pouco mais cedo na Copa América. Na próxima terça-feira, no Mineirão, Brasil e Argentina se enfrentarão na semifinal, em um duelo de muita história, rivalidade e números que podem favorecer qualquer um dos lados.
É tudo uma questão de ponto de vista: em Copas Américas, por exemplo, a vantagem geral é argentina, 15 vitórias, nove triunfos do Brasil e oito empates em 32 jogos. Nos últimos cinco mata-matas entre os países, contudo, o resultado favoreceu o lado verde e amarelo.
Mas só a Argentina tem Lionel Messi, porém, alguns poderão dizer. Mas mesmo com o cinco vezes melhor do mundo, os “hermanos” não conseguiram tirar vantagem: em nove partidas com ele em campo, foram quatro gols marcados, apenas três vitórias e cinco derrotas.
O Mineirão
O palco do jogo da próxima terça-feira traz o trauma do 7 a 1 para a Alemanha na Copa do Mundo de 2014. Quando recebeu Brasil x Argentina, contudo, o Mineirão costuma favorecer os anfitriões: os visitantes nunca conseguiram vencer no principal estádio mineiro.
A semifinal da Copa América será o sexto duelo no palco, com quatro vitórias brasileiras e apenas um empate. O jogo mais recente aconteceu nas eliminatórias para o Mundial de 2018, já sob o comando de Tite, com triunfo convincente por 3 a 0.
“Tentamos focar sempre na energia boa, vamos focar nesse jogo da Argentina que ganhou, fomos bem em todos os aspectos”, disse o zagueiro Marquinhos.
Lionel Messi
A maior preocupação do Brasil contra a Argentina, claro, será Messi, que encontrará a equipe verde e amarela pela décima vez. Ele não sabe o que é marcar desde 2012, quando brilhou em vitória por 4 a 3 com três gols, em amistoso contra o time olímpico de Mano Menezes.
Foi, aliás, a grande atuação do argentino contra o Brasil. Ele só foi às redes uma outra vez, em 2010, em vitória por 1 a 0. Fora isso, viu a Argentina perder cinco vezes, sendo que, em três, levou de 3 a 0. No último encontro, contudo, saiu vitorioso: 1 a 0 em 2017.
“É difícil apontar um favorito em um Brasil x Argentina, na situação que estão se dando as partidas nessa Copa América, tudo muito igual. Eles estão em casa, têm que sair para atender à sua torcida, os que vêm com projeto há mais tempo, muitos jogadores de nível técnico, com a mesma ideia. Um jogo igual, como todo Brasil x Argentina”, disse Messi.
Retrospecto geral
Já são 104 jogos na história envolvendo Brasil e Argentina. A vantagem geral, por margem pequena, é verde e amarela, com 42 triunfos. Os “hermanos” saíram vitoriosos em 37 oportunidades, com 25 empates. No saldo de gols, são 163 brasileiros e 157 argentinos.
O duelo mais recente aconteceu em outubro de 2018, em amistoso na Arábia Saudita, com vitória brasileira, gol de Miranda, em partida que opôs os técnicos Tite e Lionel Scaloni pela primeira vez – Messi, contudo, não esteve em campo, ainda fora da seleção argentina.
A Copa América
Apesar de a conta geral favorecer o Brasil, em Copas Américas, a Argentina é que tem vantagem no confronto: em 32 jogos, são 15 vitórias, oito empates e nove derrotas. O saldo de gols também é consideravelmente superior, com 52 marcados e 38 sofridos.
Mata-matas
A estatísticas voltam a se inverter quando são considerados duelos de mata-mata recentes. São cinco confrontos consecutivos com o Brasil levando a melhor, sendo três finais.
O último triunfo argentino aconteceu nas quartas de final da Copa América de 1993, com vitória nos pênaltis. Desde então, com duelos no torneio sul-americano e também pela Copa das Confederações, só deu Brasil, sendo o duelo mais recente em 2007.
A série começa na Copa América de 1995, em triunfo com a “Mano de Virgem Maria” de Túlio Maravilha. Depois, vieram vitórias em 1999 e três finais seguidas levando a melhor: Copa América de 2004 (gol de Adriano), Copa das Confederações de 2005 (goleada por 4 a 1 fora o show) e, por fim, Copa América de 2007 (o último título da competição do Brasil).
