Mahmoud Hassan, conhecido popularmente como Trézéguet, arrancou para o ataque do campo de defesa. Se livrou de um rival, passou em velocidade por outro, driblou um terceiro. O nono toque na bola foi um passe para Mohamed Salah. O atacante do Liverpool dominou com o pé direito e, com extrema categoria, colocou no canto esquerdo do goleiro. Egito 2 x 0 República Democrática do Congo.
O belo lance que selou a classificação da seleção egípcia às oitavas de final da Copa Africana de Nações representou muito mais para Salah, que se tornou o terceiro jogador a marcar pelo menos 40 gols pelo time nacional.
À sua frente, perto de ser ultrapassado, Hassan Ahmed Al-Shazly, 42 gols, atacante que brilhou entre 1961 e 1974, foi vice-campeão africano em 1963 e é o maior artilheiro da seleção no torneio continental, com 13 no total. O recordista é Hossam Hassan, com 67, que defendeu a seleção entre 1985 e 2006, foi tricampeão da Copa Africana (1986, 1998 e 2006) e um dos responsáveis por levar o país à Copa do Mundo de 1990. É apontado como um dos melhores atacantes africanos de todos os tempos.
Não é pouco para Salah, pelo contrário. Mas tem outro número que deixa a marca de 40 gols pela seleção ainda mais impressionante. Se levar em conta os primeiros 63 jogos pelo time nacional, o atacante está atrás apenas de Neymar na lista dos jogadores em atividade em todos o mundo. Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, craques indiscutíveis, estão muito distantes do feito do egípcio.
