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Copa América: Técnico da Bolívia 'queima' jogador da seleção e detona liga de seu país

A Bolívia demonstrou enorme fragilidade nesta Copa América 2019, e, depois da derrota por 3 a 1 para a Venezuela, neste sábado, no Mineirão, deu adeus à competição.

Após o jogo, o técnico Eduardo Villegas tentou explicar a campanha boliviana, e falou em aprendizado para os atletas mais jovens de seu elenco.

“Viemos com um grupo de jogadores de idade mediana, a maioria, e também com bons atletas jovens, que ganharam muita experiência. Saio relativamente contente com alguns garotos, com a afirmação de Ramiro Vaca, por exemplo, e da dupla de zaga (Haquín e Justino). Essa é a realidade do futebol boliviano. Diante disso, precisamos trabalhar”, disse o treinador.

Além da avaliação dos jovens, Villegas criticou a realidade e estrutura do futebol boliviano.

O comandante utilizou os desempenhos contrastantes de Erwin Saavedra no campeonato local e na Copa América para falar da diferença de nível técnico, "queimando" seu próprio comandado.

"Saavedra foi o grande destaque do Bolívar campeão, concordam? E aqui (na Copa América) não conseguiu demonstrar seu potencial. Não conseguiu competir e ganhar as jogadas. Por que? Porque nossa liga é de nível muito baixo, tanto em nível técnico quanto em intensidade", afirmou.

"Essa, infelizmente, é a realidade do futebol boliviano. É uma constatação. E, agora que constatamos, o que temos que fazer? Trabalhar. E, através do trabalho, sustentar um processo. É a única forma de melhorar", complementou.

A Bolívia deixa a Copa América com três derrotas em três jogos.

Na estreia contra o Brasil, foi superada por 3 a 0, no Morumbi. Na segunda rodada, contra o Peru, os bolivianos saíram derrotados por 3 a 1 no Maracanã, placar que se repetiu neste sábado no Mineirão, contra a Venezuela.