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Copa Africana de Nações: 66% dos técnicos são estrangeiros, e a maioria europeus

Maior competição entre seleções da África, a Copa Africana de Nações (CAN) de 2019 começa nesta sexta-feira (21). Com o Egito como sede, o torneio chega na sua 32ª edição com uma característica muito comum: a predominância de técnicos estrangeiros (mais precisamente europeus) no comando das seleções.

Pela primeira vez o torneio contará com 24 seleções, e 15 delas serão comandadas por técnicos europeus (Madagascar, Tunísia, Marrocos, Nigéria, Uganda, Argélia, Guiné, Mauritânia, Quênia, Angola, Camarões, Burundi, Benin, África do Sul e Congo). Ou seja, 62,5%. Além dos europeus, há um norte-americano: Javier Aguirre, mexicano que comanda a seleção do Egito, é o único não-europeu entre os estrangeiros, que, ao todo, somam 66,6% dos comandantes.

Apenas oito seleções contam com treinadores nascidos no continente, logo, eles são apenas 33,3% do todo - são elas Senegal, Mali, Costa do Marfim, Gana, Guiné-Bissau, Namíbia, Zimbábue e Tanzânia.

Esta 'predominância gringa' entre os técnicos das seleções da CAN até vem caindo, mas é uma marca histórica. Na edição de 2015, disputada na Guiné Equatorial, 81% eram estrangeiros - das 16 seleções à época, apenas três eram comandadas por africanos: África do Sul, Congo e Zâmbia; em 2017, no Gabão, eles representaram 75%.

E quem domina o comando técnico nesta edição são os franceses. Ao todo, são nove treinadores nascidos no país comandando seleções na competição (Madagascar, Tunísia, Marrocos, Uganda, Argélia, Mauritânia, Quênia, Benin e Congo).

Dentre os africanos, apenas cinco técnicos comandam as seleções de seu próprio país (Zimbábue, Guiné-Bissau, Gana, Mali e Senegal). Tanzânia, Namíbia e Costa do Marfim têm africanos em seu comando, mas não nascidos no país.