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Copa Africana tem brilho da Premier League em campo e crise política fora dele

A Copa Africana de Nações (CAN) começa nesta sexta-feira (21), no Egito, lidando com dois extremos: em campo, o brilho de jogadores como Mohamed Salah e Sadio Mané, fora dele, crise política, com direito a anúncio de intervenção da Fifa.

Os dois atacantes do Liverpool terminaram como artilheiros da última Premier League, cada um com 22 gols marcados ao lado de Pierre-Emerick Aubameyang, que não estará na disputa porque o Gabão não conseguiu se classificar.

Ambos são capitães e líderes de seus países, respectivamente Egito e Senegal, e puxam a lista de atletas de destaque que tentarão levar suas seleções ao título continental.

Além deles, os argelinos Ryad Mahrez e Yacine Brahimi, argelinos de Manchester City e Porto, Alex Iwobi, nigeriano do Arsenal, o marroquino Hakim Ziyech, do Ajax, e Wilfried Saha, do Crystal Palace, são outros ótimos nomes.

Crise política

Se em campo estão praticamente garantidos bom futebol e gols, fora dele a situação é outra. Na véspera de abertura da CAN, foi anunciado que a Fifa assumirá o controle da Confederação Africana de Futebol (CAF) a partir de agosto. E tanto o anúncio como o pedido, acredite, foram feitos pelo próprio presidente da entidade, Ahmad Ahmad.

"Chamei a Fifa para que me ajudasse a resolver a situação", disse o dirigente à Agência Efe.

A senegalesa Fatma Samoura, secretária-geral da Fifa, se tornará ‘delegada-geral para a África’ durante seis meses.

Nascido em Madagascar, Ahmad, que é um dos vice-presidentes da entidade que rege o futebol mundial, foi detido há duas semanas e interrogado na França, acusado de envolvimento em caso de corrupção.

Ahmad afirmou, ainda, que o acordo era necessário e foi aprovado pelo Comitê Executivo da CAF, realizado quarta-feira (19) no Cairo, capital do Egito, para garantir a transparência, a eficiência e os mais altos padrões de governança na confederação continental.

Novidades

Esta será a 32ª edição da CAN e vai de 20 de junho até 19 de julho, com jogos espalhados por quatro sedes: Alexandria, Ismaília, Suez e Cairo.

A abertura será nesta sexta-feira entre Egito e Zimbábue, às 17h (de Brasília), no Cairo. E são várias as novidades. O número de participantes subiu de 16 para 24 seleções, e o destaque segue sendo o Egito, que além de sediar o evento pela quinta vez é o maior campeão com sete títulos.

Com o aumento nas vagas, Burundi, Madagascar e Mauritânia conseguiram se classificar para a fase final pela primeira vez.

Além disso, os organizadores da Copa Africana desistiram de ‘brigar’ com os torneios europeus e mudaram o evento que tradicionalmente acontecia entre janeiro e fevereiro, em pleno o meio de temporada de Premier League, LaLiga, entre outras, para junho e julho, meses de férias no futebol do Velho Continente.

Entenda o torneio e veja os grupos

As 24 seleções estão divididas em seis grupos de quatro participantes cada. Os dois primeiros colocados de cada grupo mais os quatro melhores terceiros avançam às oitavas.

Grupo A: Egito, República Democrática do Congo, Uganda e Zimbábue

Grupo B: Nigéria, Guiné, Madagascar e Burundi

Grupo C: Senegal, Argélia, Quênia e Tanzânia

Grupo D: Marrocos, Costa do Marfim, África do Sul e Namíbia

Grupo E: Tunísia, Mali, Mauritânia e Angola

Grupo F: Camarões, Gana, Benin e Guiné-Bissau