A seleção japonesa vive na Copa América de 2019 uma oportunidade. Convidada pela Conmebol para participar do torneio, a seleção nipônica viu no torneio uma chance de preparar jovens jogadores para a Olimpíada de Tóquio, em 2020.
Os clubes com atletas de origem nipônica não eram obrigados a liberá-los para a disputa em solo brasileiro, uma vez que o Japão já havia participado da Copa da Ásia no começo do ano, competição em que contou com seus principais nomes e foi vice-campeão.
Em meio a isso, o técnico Hajime Moriyasu convocou 18 jogadores que seguirão com idade olímpica até o ano que vem, já que possuem no máximo 22 anos. O destaque fica por conta de Takefusa Kubo, de 18 anos, que é o nome mais jovem de todo o torneio. Com passagem pela base do Barcelona, o meia está acertado com o Real Madrid.
O meio-campista Hiroki Abe, de 20 anos, apontou a unidade que o time possui e a mentalidade como pontos fortes. "Podemos jogar por 90 minutos sem perder a concentração, permanecendo focados", declarou nesta terça-feira.
O Japão tem o elenco mais novo da competição, com uma média de idade de 22,3, anos, quase três anos a menos do que o Catar, que é o segundo no quesito. E o número poderia ser ainda menor, caso não estivesse no elenco o goleiro Eiji Kawashima, que é o atleta mais velho da competição, com 36 anos e três meses.
"Quero que os jogadores jovens possam ter esta maravilhosa oportunidade, a Copa América, e possam se desenvolver para os Jogos Olímpicos do ano que vem", afirmou o treinador em maio, quando anunciou a convocação.
No banco de reservas, a seleção nipônica conta com um nome conhecido no futebol local. Campeão da Copa da Ásia como jogador, Moriyasu venceu o Campeonato Japonês três vezes como técnico do Sanfrecce Hiroshima (2012, 2013 e 2015). Ele assumiu o Japão depois do Mundial e foi vice-campeão continental no começo do ano.
Wagner Lopes, que jogou na seleção japonesa na década de 1990 e foi adversário de Moriyasu como atleta e treinador, apresentou o colega de profissão em entrevista ao ESPN.com.br.
“Ele era um volante, jogou muitos anos na seleção japonesa, marcava muito forte, com muita intensidade. Ele foi campeão da J-League jogando no 3-5-2. Na hora de defender, ele baixava as linhas, fazia um 5-4-1 ou um 4-5-1, dependendo do bloco, se era baixo, médio ou alto. Acredito que ele vai manter essa organização e jogar com muita velocidade nos contra-ataques. Os times que ele monta têm muita transição rápida e muitos toques verticais na direção do gol. Acredito que, mesmo sendo um time jovem, será um time com bastante agressividade”, declarou o hoje comandante do Atlético-GO.
“Ele fala pouco na beira do campo, não é aquele cara que durante a partida esbraveja, ele é um cara estudioso, sim. Aliás, qual japonês que não é estudioso? (risos). Ele presta muita atenção, estuda muito o adversário, tem as convicções dele, de transição rápida, em bloco baixo marcar forte, formar uma linha de 5, de 4, um 5-4-1 de pressão no homem da bola, e sempre com sobra de marcação, atento na primeira e na segunda bola."
Depois de estrear sendo goleado pelo Chile por 4 a 0, o Japão voltará a campo nesta quinta-feira, quando enfrentará o Uruguai na Arena do Grêmio, em Porto, às 20h (de Brasília).
