<
>

Copa América: Renda absurda de Brasil x Bolívia só perde para as de Flamengo, Corinthians e Palmeiras no ano inteiro

play
Arnaldo avalia baixo público em estreia da seleção brasileira e alerta: 'Pode ser um fiasco' (3:15)

Comentarista lamentou o nível de exibição da equipe diante da Bolívia (3:15)

O Brasil estreou com vitória sobre a Bolívia na Copa América e o que mais espantou não foi o futebol apresentado, mas sim a renda anunciada no Morumbi. Com um público pagante de 46.342 pessoas, a arrecadação foi a maior da história do futebol brasileiro, com R$ 22.476.630,00.

A marca supera em mais de R$ 7 milhões o recorde anterior que também pertencia à seleção brasileira, com os R$ 15,1 milhões da vitória sobre o Chile, no Allianz Parque, na última rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia.

O dinheiro também deixa muito para trás os clubes do futebol brasileiro, mesmo quando a comparação é com o tanto que eles arrecadaram durante todo o ano de 2019.

Apenas três clubes conseguiram superar a marca dos R$ 22 milhões em arrecadação na atual temporada: Corinthians (com 18 jogos e R$ 29.293.432 arrecadados), Palmeiras (R$ 27.873.859, em 17 jogos) e Flamengo (R$ 27.455.536, também em 17 partidas).

O São Paulo, dono do Morumbi, só conseguiu colocar R$ 20,3 milhões na conta em 15 partidas, mesmo com uma delas valendo classificação na Copa Libertadores, e também com clássicos na reta final do Estadual, sendo palco da primeira decisão do Paulistão.

A diferença está, é claro, no preço médio do ingresso. Dividindo-se o montante arrecadado pelo público pagante, a média foi de R$ 483 reais por ingresso vendido na noite da sexta-feira. Este valor é maior do que a soma dos 11 maiores tickets médios do país em 2019 (R$ 468).

O ingresso mais caro do futebol brasileiro no ano é do Palmeiras, que cobra uma média de R$ 56 pelas entradas no Allianz Parque. Na sequência vêm São Paulo (R$ 53), Corinthians (R$ 48) e Grêmio (R$ 43).

No top 5 das maiores arrecadações do país, quatro são jogos da seleção brasileira, sendo o único “intruso” os R$ 14.176.146 do Atlético-MG na final da Copa Libertadores, em 2013.